Golpe da falsa carta de crédito engana pela alta sofisticação

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05/08/2019

Um golpe longo, estruturado, cheio de burocracias e com aparência profissional levou uma empresária de Belo Horizonte (MG) a perder quase R$ 100 mil na compra de uma falsa carta de crédito. Os golpistas se passaram por representantes de um banco, em uma fraude com direito até a papel timbrado da instituição.

Entenda o caso

Tudo começou quando a empresária decidiu comprar um carro novo e foi indicada a um homem que dizia ter um investimento atrelado a um veículo. Ele disse que venderia a carta de crédito a ela, e pediu à vítima para entrar em contato com uma suposta gerente do banco, que a informaria sobre os procedimentos necessários.

A empresária ligou para o número fornecido pelo homem como sendo do banco, e encontrou as mesmas características do atendimento telefônico da instituição verdadeira – desde a música a até as opções de discagem. A suposta gerente orientou a vítima a ir à concessionária de sua preferência, escolher o carro e enviar para ela uma proposta assinada pelo vendedor.

Ela solicitou, ainda, documentos da empresária para a elaboração do contrato – que, em papel timbrado do banco, informava que o dono da suposta carta estava cedendo o crédito à vítima. A empresária e o homem assinaram o contrato e até reconheceram firma em cartório. Depois de todo esse processo, que durou em torno de um mês, ela pagou R$ 99 mil, por meio de boleto em nome da empresa dele e de transferência bancária, tudo formalizado pela suposta funcionária do banco.

Pelo contrato, a instituição pagaria à concessionária, e o carro seria entregue à compradora em 45 dias. Mas, antes disso, a irmã da vítima desconfiou que havia algo errado e a empresária cancelou a compra – senão, além dos R$ 99 mil perdidos, ela teria que pagar também o carro à concessionária, que não teve nenhuma participação no golpe. A vítima procurou o banco, pelo telefone oficial informado no site, e descobriu que existe, de fato, uma gerente com o mesmo nome e sobrenome informados pela mulher com quem ela tinha conversado – mas não eram a mesma pessoa.

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Fonte: JORNAL O TEMPO

Saiba mais sobre os crimes de fraude no site do BrSafe.

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