Vítima reconhece estelionatário em reportagem e faz nova denúncia em Juiz de Fora

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12/03/2018

Mais uma ocorrência de estelionato foi registrada pela Polícia Militar nesta segunda-feira (12). Segundo o Boletim de Ocorrência (BO), a vítima, de 50 anos, ficou sabendo da prisão do suspeito na semana passada e resolveu fazer uma denúncia. A vítima disse que conheceu o autor pelo nome de ‘Sebastian’ e que ele namorava uma vizinha dele. O estelionatário se apresentou como policial federal e, ao tomar conhecimento que a vítima queria se aposentar e ainda comprar um revólver calibre 38, fez promessas. O homem chegou a dar cerca de R$ 2.800 para o estelionatário pela arma e mais R$ 3.000 pelo serviço falso feito no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) . O crime ocorreu em janeiro, mas o suspeito, de 48 anos, foi preso na última quinta-feira (08). Segundo o delegado de Polícia Civil, ele já agia na cidade há muito tempo.

Golpes aplicados

Em 2017, o homem foi a uma academia de taekwondo dizendo que tinha conhecidos no governo federal e, por isso, facilidade em conseguir investimentos. Ele pediu à administração da academia que montasse uma comissão e e enviasse ao governo um projeto para liberação do investimento através da Lei Rouanet, que estabelece normas de como o governo federal deve disponibilizar recursos para a realização de projetos artístico-culturais. Ainda segundo o delegado, o homem se passava por promotor de Justiça e assessor de promotor, prometendo trabalho para pessoas com salário inicial de R$ 2.500. Em um dos casos, o estelionatário falou com uma das pessoas que prometeu trabalho que era necessário ter carteira de motorista. Como a vítima não tinha, chegou a dizer que por R$ 6 mil arrumaria a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). “Ele pede os documentos pessoais da pessoa e dinheiro para fazer os trâmites legais. Com isso, não dá para identificar um ponto fixo em que ele atuava. Temos ocorrências nas regiões central, norte e sul da cidade”, explicou o delegado. Em outro crime de estelionato, o homem se passou por um servidor público e vendeu um apartamento que não era dele para outra vítima. Mais de R$ 7.700 foram arrecadados com os golpes.

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Fonte: G1

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