Trio planejava R$ 3 milhões em golpes contra seguradoras

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19/12/2018

I.S.O., de 53 anos, F.K., de 36 anos, e R.J.W., de 54 anos, foram presos pela Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco) da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Eles planejavam aplicar golpes na ordem de R$ 3 milhões contra seguradoras. O trio dissimulava e destruía máquinas agrícolas de forma proposital, a fim de receber indenizações de seguro. Eles respondem por estelionato e estelionato qualificado. A delegada responsável pelo inquérito, em coletiva de imprensa, informou que existem registros envolvendo os três homens em diversos estados do país, em especial Rio Grande do Sul e Mato Grosso. O caso foi descoberto após desconfiança do funcionário de uma seguradora que percebeu inconformidades na solicitação de uma colheitadeira incendiada em fazenda em Sonora. “Esse funcionário desconfiou da dificuldade em encontrar as pessoas interessadas no seguro porque quase nunca conseguia agendar encontro com elas. Também havia irregularidades no veículo incendiado em comparação com o veículo pelo qual o seguro era solicitado. Era como se uma máquina se passasse por outra”, explicou, reforçando que deu início às investigações no dia 1° de novembro. Desde então, descobriu vários outros registros. “Mesmo após as investigações, eles registraram cinco boletins de ocorrência com finalidade de seguro. Ao todo, o prejuízo estimado seria de R$ 3 milhões. Só no caso de Sonora, pelo qual eles foram indiciados, a indenização era de R$ 350 mil. E pelo que soubemos, eles conseguiram receber algumas delas”, explicou. O homem de 53 anos era o líder do grupo e contava com apoio dos outros dois, que operavam o maquinário e faziam as procurações. Eles dispunham de uma empresa que arrendava maquinários para produtores rurais. Deste modo, se aproveitavam para dar cabo a determinados veículos a fim de lucrar com seguro. Em  certas ocasiões eles destruíam propositalmente e em outras queimavam veículos velhos e alteravam sinais identificadores, para que se passassem por veículos mais novos, cujo as indenizações são maiores. Tudo era articulado do Rio Grande do Sul, onde residem. Eles estavam em Campo Grande e serão levados para o presídio de Coxim.

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Fonte: Correio do Estado

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