Mais de 2,3 mil casos de estelionato foram registrados em MT entre janeiro e abril deste ano

Sem Comentários

25/06/2019

O estado de Mato Grosso registrou 2.312 casos de estelionato no primeiro quadrimestre deste ano. O dado se manteve parecido com o mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 2.311 registros. Os dados são da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (Ceac) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) e abrange todas as modalidades praticadas do crime, dentre elas, internet e telefone. O Código Penal Brasileiro define estelionato como crime contra o patrimônio com o objetivo de obter vantagem ilícita em prejuízo alheio. Em 2018 foram registrados em Mato Grosso 6.578 casos de estelionato. Já no mesmo período de 2017 foram 6.390 ocorrências. Uma prática que tem lesado algumas pessoas é a fraude mediante clonagem do aplicativo de mensagens WhatsApp. Neste modelo, o suspeito se utiliza da rede de contatos da vítima e pede que quantias em dinheiro sejam transferidas na conta de uma terceira pessoa. Por se tratar de um contato conhecido da vítima, a mesma repassa valor e só depois descobre que caiu em um golpe. Um analista de tecnologia explica que a clonagem não é uma prática nova, mas tem vitimado muitas pessoas por falta de adoção de medidas primárias.

Orientações

 O delegado chefe da Gerência de Crimes de Alta Tecnologia (Gecat), orienta que em caso de clonagem do celular, a vítima deve imediatamente registrar um boletim de ocorrência e na sequência avisar seus contatos e familiares sobre a fraude, e bloquear o chip junto à operadora de telefonia. Se o criminoso tiver conseguido habilitar a verificação em duas etapas, reinstale novamente o aplicativo e digite erroneamente códigos sucessivos até bloquear a conta. Outro passo importante, após ter a conta do aplicativo WhatsApp invadida por um criminoso, é encaminhar um e-mail para support@whatsapp.com, em português mesmo, solicitando o bloqueio da conta. No corpo da mensagem, o usuário deve colocar o código do país. A empresa vai desativar a conta do aplicativo, que somente poderá ser utilizada em sete dias.

Ler a notícia na íntegra

Fonte: G1

Saiba mais sobre os crimes de fraude no site do BrSafe.

Polícia faz alerta para golpe que clona contatos telefônicos em aplicativo de mensagens

Sem Comentários

13/05/2019

Nesta segunda-feira (13), a Polícia Civil do Amazonas fez um alerta à população sobre um novo golpe praticado por meio de um aplicativo de mensagens instantâneas para clonar contatos do aparelho celular das pessoas. Com o golpe, o estelionatário passa a pedir dinheiro. Segundo o titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), o esquema criminoso foi identificado a partir da formalização de Boletins de Ocorrência (BOs) por vítimas que tiveram os nomes e números telefônicos utilizados por infratores na prática dos delitos. No esquema, o infrator consegue clonar o aparelho celular da vítima e passa a ter acesso aos contatos dela. “Ao se passar pela vítima, o estelionatário começa a pedir dinheiro emprestado dos contatos do alvo, alegando que está viajando e que precisa dos valores com urgência e que o dinheiro deve ser depositado na conta de terceiros, porque o limite diário de transferência supostamente já foi extrapolado”, explicou o delegado. Ele ainda enfatizou que para não cair nesse tipo de golpe, é necessário ficar atento e, caso receba alguma mensagem com esse caráter, por meio de um aplicativo de mensagens instantâneas, vinda de alguém da agenda de contatos, faça uma ligação de videoconferência, assim será possível confirmar se o pedido vem de um conhecido ou de um golpista.

Ler a notícia na íntegra

Fonte: G1

Saiba mais sobre os crimes de fraude no site do BrSafe.

Homem clona WhatsApp de bancária e fatura R$ 3,5 mil em golpe

Sem Comentários

Uma das conversas iniciadas pelo bandido, se passando pela vítima e pedindo empréstimos aos amigos

15/02/2019

Uma bancária, de 28 anos, teve o número de WhatsApp hackeado por um bandido. Ela recebeu um telefonema na manhã da sexta-feira (15), de um homem que se passou por funcionário da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O homem pediu que ela olhasse uma mensagem que chegaria no número de celular. O que ela não esperava, é que se tratasse de um golpe. O prejuízo chegou a R$ 3,5 mil. A agência afirma que não faz esse tipo de contato com o consumidor e pede que as vítimas façam boletim de ocorrência. Segundo a moradora do Guará 2, a ação foi rápida. “Eu disse que não podia falar no telefone naquele momento, pois estava ocupada. Contudo, o homem disse que seria breve. Que chegaria um código por mensagem no meu celular, e eu só precisava ler para ele. O homem alegou que isso seria para avaliar minha linha. Sem imaginar que fosse um golpe, abri a mensagem”, explica. Depois de passar o código, o golpista conseguiu acessar o número de celular da vítima.

O suspeito mudou o código de segurança da linha, a fim de impedir que a bancária acessasse a conta de WhatsApp. “Ele começou a falar com os meus contatos, se passando por mim. Pediu empréstimos, falando como se eu estivesse em apuros. Estou arrasada com toda a situação”, lamenta. No primeiro golpe, o criminoso faturou R$ 1,5 mil de uma amiga da vítima. Apesar de a conta bancária não estar no nome dela, a colega não desconfiou que poderia ser um golpe. “Ela pensou que o dinheiro era para pagar alguma dívida minha, ou compras no shopping”, disse. Uma segunda pessoa, também do círculo da vítima, transferiu R$ 2 mil. “Ele usou contas diferentes para cada depósito. Embora não constasse meu nome, ninguém achou que poderia ter algo errado. A ficha de todo mundo caiu quando comecei a publicar a situação nas minhas redes sociais, como Instagram e Facebook”, relata. 

Uma amiga da bancária continuou em contato com o golpista, pedindo o código de verificação do WhatsApp. “Só devolve o número dela, por favor”, pediu a colega. O homem deu o número: “Não se preocupe. Pode mandar ela botar esse (código) aí.” Ao conseguir acesso, a mulher mudou todos o código de verificação e incluiu o e-mail para conseguir entrar na conta. “Mas ele conseguiu todos os meus contatos e, usando outro número e minha foto, continuou se passando por mim. Contudo, ninguém mais caiu”, finaliza. A bancária registrou um boletim de ocorrência na 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), pelo crime de estelionato. Em nota, a Anatel diz que não faz ligações aos consumidores em hipótese alguma. Segundo a agência, a orientação é que as vítimas registrem B.O, na intenção de dar início à investigação. “Ademais, a agência orienta a todos os consumidores e usuários de serviços de telecomunicações a não fornecer informações pessoais por telefone ou meios digitais a pessoas desconhecidas”, finaliza o texto.

Criminosos clonam contas de WhatsApp para aplicar golpes; veja como se proteger

Sem Comentários

14/01/2019

O WhatsApp mais uma vez está servindo como meio para aplicar golpes. Criminosos estão clonando contas do aplicativo para se passar por parentes ou amigos das vítimas e pedir a transferência de dinheiro para conta de laranjas. Uma professora, de 51 anos, que preferiu não se identificar, levou um susto ao receber a mensagem do número de uma amiga: — Temos um grupo de amigas, de mais de duas décadas. Nos falamos muito em grupo. No começo do mês passado (06 de dezembro) uma delas que é “super certinha” me chamou no privado para pedir dinheiro emprestado. Conforme a vítima, o perfil da amiga afirmou que precisava de R$ 2.270 para pagar uma conta com urgência. — Ela me garantiu que depositaria o valor no dia seguinte. Como a conheço e sei que é uma pessoa correta, fiz a transferência — relata. A professora não desconfiou que a conta passada pela “amiga” estivesse no nome de um homem. A polícia conseguiu identificar o responsável pela conta: um adolescente de 17 anos. Quando pensava que havia ajudado a amiga, o perfil falso pediu mais R$ 2 mil. — Ai fiquei desconfiada. Entrei no Facebook da minha amiga e nele havia uma mensagem afirmando que o WhatsApp dela havia sido clonado e estavam pedindo dinheiro em nome dela — conta. A amiga que teve a conta clonada, também professora, descobriu que estava sem seu WhatsApp quando criminosos tentaram extorquir dinheiro da filha dela. — Minha filha me ligou umas 20h perguntando se eu estava bem. Aí, falou que eu havia pedido dinheiro, mas ela desconfiou e, aí, percebemos que minha linha havia sido clonada. A professora tentou cancelar sua linha de celular imediatamente. O procedimento, no entanto, só pôde ser feito no dia seguinte. Enquanto a linha da professora não era bloqueada, a quadrilha entrou em contato com mais três amigas dela, que não caíram no golpe.

Proteja-se do golpe

Como agem os criminosos?

  • Após o bandido obter dados pessoais de um usuário, ele liga na companhia telefônica se passando pelo cliente e habilita um novo chip de celular com o mesmo número, apesar de não ter roubado o aparelho.
  • O criminoso se passa por parente ou amigo da vítima, para facilitar a transferência de dinheiro para contas de laranjas.
  • Depois de ter conseguido o número da conta corrente ou do cartão de crédito, utilizando outro método fraudulento, o golpista consegue evitar que o correntista receba alertas de compras ou códigos de segurança (ex. Token SMS), enviados pelo banco.
  • Um indício deste golpe é quando o celular para de funcionar repentinamente.

Como evitar o golpe?

  • Proteja seus dados pessoais, sem revelar senhas e número de documentos para desconhecidos.
  • Quando perceber qualquer movimentação estranha em sua conta corrente, poupança, ou celular para de funcionar repentinamente, avise seu gerente ou contate a operadora do seu celular.
  • Desconfie de ligações ou mensagens inesperadas.
  • Comunique às empresas responsáveis assim que desconfiar de qualquer ação em seu nome.
  • Registre boletim de ocorrência na delegacia mais próxima.

Golpes pelo WhatsApp já causam prejuízos de R$ 8 mil em Presidente Prudente

Sem Comentários

25/09/2018

Nesta segunda-feira (24), a Polícia Civil de Presidente Prudente registrou mais quatro casos de estelionato a partir de clonagem de WhatsApp. Em três deles não houve prejuízos financeiros, mas em um, uma mulher perdeu R$ 2 mil. Até o momento, a cidade soma sete ocorrências. Na semana passada, um médico e um administrador de empresas caíram no golpe – cada um perdeu R$ 3 mil. No total, já são R$ 8 mil em prejuízos financeiros às vítimas. No caso mais recente, que resultou no prejuízo de R$ 2 mil, a vítima, uma mulher de 24 anos, contou que recebeu uma mensagem – via aplicativo de conversas por celular – de uma amiga, pedindo um depósito na conta de um tio. Essa amiga, ainda segundo os registros policiais e o relato da vítima, não estaria conseguindo fazer o depósito pelo aplicativo do banco em seu aparelho celular. A vítima, então, depositou o dinheiro.

Posteriormente, a mulher constatou que a amiga não havia feito pedido algum, contando que teve o WhatsApp clonado, e que alguém estaria solicitando de forma indevida, dinheiro em nome dela. A jovem tentou cancelar a transação bancária, mas verificou que o valor já havia sido sacado. Nos outros três casos recentes as pessoas informaram apenas que tiveram o WhatsApp clonado, mas que nenhum de seus contatos efetuaram depósitos em dinheiro. Na Delegacia Participativa da Polícia Civil, as ocorrências foram registrados nesta segunda-feira (24) como estelionato e invasão a dispositivo informático.

Como funciona

Segundo os registros feitos na polícia, o estelionato ocorre da seguinte forma. Os criminosos clonam um WhatsApp – após o envio de um código via SMS – e passam a pedir dinheiro a todos os contatos da agenda, indicando agência, número da conta e o nome de um terceiro. Geralmente, uma pessoa muito próxima e de extrema confiança da pessoa que teve o celular clonado acaba fazendo o depósito, pensando que a solicitação do pedido é verídica. A pessoa que teve o celular clonado fica alguns minutos – ou horas – sem acesso ao aplicativo. E por isso, não consegue avisar aos contatos da sua agenda telefônica que foi vítima de uma fraude. Quando o golpe é percebido pelas vítimas, o dinheiro depositado já foi sacado pelos estelionatários.