PF realiza operação de repressão a fraudes bancárias na internet

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16/09/2016

Foi deflagrada nesta sexta-feira (16), pela Polícia Federal (PF), a Operação Patrocínio, que visa identificar uma organização criminosa que movimentou mais R$ 500 mil de um banco entre outubro de 2012 e abril de 2013. Sessenta policiais cumprem 13 mandados de busca apreensão: dez no Distrito Federal, dois em Goiás e um em São Paulo. Conforme comunicado da PF, os suspeitos terão que esclarecer transferências ilícitas que receberam nas contas, assim como sobre a invasão de uma conta bancária realizada por acessos ilícitos ao Internet Banking de um banco. Os responsáveis pelos crimes devem responder por furto qualificado, por participação em organização criminosa, e, eventualmente, por quebra de sigilo bancário, devido à invasão da conta do banco. As penas somadas podem chegar a 20 anos de prisão e multa, assim como a devolução do dinheiro recebido indevidamente. A PF afirma, durante a operação, que foram apreendidos notebooks, smartphones, pen drives, tablets, HDs externos, cartões de memória e outros equipamentos e documentos que indicam relação entre os envolvidos na fraude. O material recolhido será periciado.

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Fonte: Diário de Pernambuco

Saiba mais sobre os crimes de fraude no site do BrSafe.

Quadrilha dá golpe milionário em correntistas de vários bancos

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30/09/2014

Um golpe milionário foi dado por uma quadrilha em correntistas de vários bancos. Os bandidos agiam na capital federal. Um dos caminhos era mandar um e-mail com uma página falsa do banco, com um pedido para que o correntista preenchesse os espaços em branco. Os dados digitados eram roubados e o dinheiro, transferido para a conta de laranjas. Em uma loja, sem letreiro, funcionava uma lan house em Águas Lindas de Goiás. Foi nela que a quadrilha fez diversas movimentações financeiras e tirou dinheiro de correntistas. Em um banco, durante oito meses, foram 500 vítimas e R$ 2 milhões furtados via internet. O grupo variava a forma de agir. Ou mandava e-mail com uma informação chamativa. A pessoa clicava e um vírus invadia o computador. Quando o correntista acessava o banco, os dados bancários eram repassados automaticamente para o computador dos criminosos. Ou enviava uma página falsa do banco que, quando acessada, também permitia o roubo dos dados digitados pelos bandidos. O dinheiro era transferido para a conta de laranjas. O grupo acessou 240 sites de bancos na tentativa de aplicar mais golpes, mas os policiais só investigaram as fraudes contra clientes de um banco federal. Ao todo, 16 pessoas foram presas em Águas Lindas e outras cidades de Goiás e do Distrito Federal. De acordo com a polícia, o grupo gastava a maior parte do dinheiro com festas, uísque, drogas, armas e potentes sons de carro. Segundo os investigadores, os principais chefes da quadrilha têm entre 20 e 30 anos. “Todos jovens, pessoas que às vezes não têm nada para fazer. Então se ocupam em aprender a conseguir dinheiro fácil, sem esforço”, afirma o delegado da PF. Quatro carros e computadores foram apreendidos. A polícia recolheu ainda munição e agendas. Uma das vítimas não entra em e-mails com mensagens suspeitas, de desconhecidos, mas caiu no golpe da página falsa do banco. “O visual da página era exatamente o visual do meu banco, eu não desconfiei de nada. Mas quando eu coloquei todos os meus dados que a página pedia e o site travou, comecei a desconfiar”, conta. O especialista alerta: bancos e órgãos públicos não pedem informações por e-mail nunca. Ao entrar no site, procure um cadeado pequeninho. “O cadeado que tem serve para aumentar a confiança de que você está conversando com uma entidade real do outro lado”, explica um professor de informática da UnB. Outros dois integrantes da quadrilha estão foragidos. Conforme a polícia, os presos vão responder por furto qualificado mediante fraude, participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro e quebra de sigilo bancário.