Casal paulista é preso em Santa Rita do Sapucaí por estelionato

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10/04/2019

Um casal do estado de São Paulo foi preso suspeito de estelionato em cidades do Sul de Minas. A prisão aconteceu na manhã desta quarta-feira (10), em Santa Rita do Sapucaí (MG). De acordo com a Polícia Civil, em uma das movimentações com uso de cartões de bancos de vítimas, o valor roubado chegou a R$ 50 mil. A ação do casal começava com uma ligação para as vítimas, informando que o cartão tinha sido usado em Guarulhos (SP). Com a falsa informação, os estelionatários conseguiram dados pessoais da conta e a senha de várias vítimas. Em seguida, eles informavam que, para bloquear o cartão, era preciso entregá-lo a um mototáxi, que era enviado à casa da pessoa. Em posse de todos os dados, os criminosos iam até as agências bancárias ou usavam máquinas de cartão. O dinheiro era transferido direto para a conta de um responsável na capital paulista. A Polícia Civil acredita que pelo menos seis pessoas tenham caído no golpe. Os estelionatários foram presos em um hotel de Santa Rita do Sapucaí. A investigação apontou que os dois estavam na cidade desde o dia 02 de abril. Os presos, de 23 e 18 anos, foram ouvidos na delegacia e levados para o presídio da cidade. A polícia não divulgou se outros envolvidos foram identificados.

PM de Pará de Minas divulga alerta sobre golpe envolvendo cartões bancários

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08/03/2019

A Polícia Militar (PM) emitiu na sexta-feira (08) um alerta sobre um golpe envolvendo cartões bancários em Pará de Minas. Conforme a PM, uma mulher de 32 anos foi vítima de uma tentativa do golpe na cidade e, por pouco, não deu dinheiro aos criminosos. Os militares informaram que a mulher contou que recebeu uma ligação no telefone fixo de casa e, ao atender, a pessoa se identificou como um representante do banco em que ela tem conta e afirmou que alguém havia feito uma compra fraudulenta no cartão de crédito. O valor seria superior a R$ 3 mil. A mulher afirmou à polícia que o homem a ordenou para que cortasse o cartão de crédito e a entregá-lo, picado, a um representante do banco, que iria até a casa dela para recolhê-lo. Além disso, ela teria que entregar uma carta, escrita de próprio punho, solicitando o bloqueio do cartão. A mulher foi então orientada a desligar o telefone e ligar em um número 0800, que seria o telefone do banco. Ela seguiu as orientações e, ao ligar para o telefone indicado, uma outra pessoa confirmou a versão contada pelo primeiro interlocutor e pediu que a vítima confirmasse alguns dos dados que, segundo a mulher, já estavam na posse do atendente e fizeram ele ter mais credibilidade junto à ela. A mulher afirmou ter sido alertada por amigos sobre o golpe e, então, foi até a agência bancária em que tem conta. Lá, foi informada que a instituição não havia feito nenhuma ligação para ela e que o fato se tratava de um golpe. Segundo a PM, após isso a mulher ligou para a mãe, que pediu que ela não entregasse o cartão cortado para qualquer pessoa que chegasse à residência. A vítima relatou que após avisar a mãe sobre o golpe, ela afirmou que um homem foi até a casa dela e, depois de a mãe negar entregar o cartão para ele, uma pessoa suspeita ficou nas redondezas do imóvel com outros dois homens, em um carro. A mulher não sofreu nenhum prejuízo. A PM ressaltou que é importante que as pessoas tenham atenção neste modo de ação de criminosos e orienta que a população se mantenha em alerta quanto a golpes destes tipos e outros que geralmente são aplicados por telefone. Outra dica é para que ninguém passe nenhum dado pessoal ou faça depósitos em dinheiro sem antes checar a autenticidade da fonte das ligações.

Justiça tem dado ganho de causa para vítimas do golpe do motoboy; saiba como não cair nessa fraude

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31/01/2019

Um golpe bancário tem sido recorrente no Estado de São Paulo e já começa a chegar também a outros estados do país. Trata-se do “golpe do motoboy”, no qual a vítima entrega seu cartão de crédito para um motoqueiro, após receber uma suposta ligação do banco dizendo que seu cartão foi fraudado. Ao se dar conta do crime, as vítimas procuram os bancos, que não realizam o estorno, nem devolvem o dinheiro perdido. No entanto, a Justiça tem dado ganho de causa a essas pessoas.

Um especialista em Direito Empresarial afirma que recebe todo mês clientes que foram vítimas dessa fraude. Em um dos casos, o prejuízo com o crime chegou a R$ 104 mil. — O criminoso liga como se fosse funcionário do banco e apresenta todos os dados do cliente. Em seguida, pergunta se a vítima efetuou uma compra fictícia e, quando a pessoa diz que não, informa que o cartão dela foi fraudado. Então pede para que a pessoa ligue para o telefone do banco, mas travam a linha. Dessa forma, quando a vítima faz a ligação, eles mesmos atendem e solicitam que a pessoa digite a senha do cartão para que ele seja supostamente bloqueado e que o entregue a um motoboy — explica. Depois que os criminosos estão com a posse do cartão e da senha dos clientes, fazem compras, saques e transferências bancárias. — Quando essas pessoas entram em contato com os bancos para contestar esses gastos e operações, as instituições se recusam a realizar o estorno e a devolução. Mas quase 100% das ações na Justiça têm ganhado liminar favorável aos clientes. Só neste semanas, foram duas. Já tivemos mais de 15 ações julgadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, com decisões em favor das vítimas e ganho de danos morais — afirma o advogado.

Uma especialista em Relações Institucionais da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), conta que esses golpes têm gerado, de fato, muita controvérsia entre os bancos e a Justiça, e não há nada no Código de Defesa do Consumidor (CDC) que regulamente esse tipo de situação. — Atualmente, as pessoas estão tendo realmente dificuldades em reaver o dinheiro perdido, mas, quando o caso vai para a Justiça, as decisões têm sido favoráveis. Os tribunais entendem que houve um vazamento de dados e que é responsabilidade do banco ter um sistema seguro.

Saiba como não cair no golpe

Confira, abaixo, as dicas da Febraban para evitar ser vítima de fraudes.

1) Jamais revele sua senha a terceiros, mesmo que a pessoa diga que é funcionária do banco.

2) Se alguém lhe telefonar dizendo ser funcionário do banco e lhe pedir para informar dados pessoais ou digitar sua senha em uma “central eletrônica”, não o faça em hipótese alguma. Quando o banco liga para o cliente, jamais solicita que a senha seja informada ou digitada. Esse pedido só ocorre nos casos em que a ligação parte do próprio cliente, que liga para o banco a fim de realizar alguma transação.

3) Nunca entregue seu cartão a terceiros, esteja ele danificado ou não.

4) O banco nunca realiza a coleta do cartão dos clientes.

5) Caso seja necessário descartar o cartão, é importante que o chip seja destruído por completo.

6) Não use telefones de terceiros para acessar sua conta ou para ligar ao banco, pois sua senha poderá ficar registrada na memória do aparelho. Use apenas telefones próprios ou de seu uso pessoal.

7) Caso receba uma ligação suspeita, encerre a chamada e faça uma nova ligação para o banco, utilizando outra linha telefônica. Certifique-se, sempre, de que está ligando para os números oficiais de atendimento de seu banco.

Polícia prende quadrilha suspeita de aplicar ‘golpe do cartão’ em São José

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05/12/2018

A polícia apreendeu celulares e equipamentos eletrônicos — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Oito pessoas, sendo quatro homens e quatro mulheres, foram presas suspeitas dos crimes de uso de documento falso, estelionato e associação criminosa. Eles teriam aplicado o “golpe do cartão quebrado” ou “golpe do motoboy”. As prisões foram feitas pela Polícia Civil, nesta terça-feira (04), em São José, na Grande Florianópolis. A investigação era realizada há cerca de um mês. No local onde os suspeitos foram presos funcionava uma central, de onde partiam as ligações e eram reunidos os cartões bancários obtidos ilegalmente. A polícia apreendeu documentos, cartões bancários, dinheiro em espécie, cadernos de anotação, celulares e equipamentos eletrônicos.

O golpe

Conforme as investigações, um dos criminosos, se passando por um funcionário da Central de Segurança do Banco, ligava para as vítimas perguntando se elas reconheciam uma compra fictícia por cartão de crédito. Ao responder que não, o suposto atendente afirmava que o cartão de crédito tinha sido clonado, sendo necessário ligar para o número telefônico que estava no verso do cartão, para serem feitos procedimentos de segurança. Os criminosos mantinham a linha “presa” e após a vítima digitar o número de atendimento do banco, outro comparsa entrava em cena. A vítima acreditava, então, ter ligado para o banco. O comparsa confirmava alguns dados pessoais e dizia que, para fazer o cancelamento, era necessário que a vítima digitasse no teclado numérico a senha usada nos terminais de autoatendimento. Então eles captavam o número usando um equipamento específico. Em seguida orientavam as vítimas a quebrarem o cartão e diziam que um motoboy iria buscá-lo. De posse do cartão e senhas das vítimas, praticavam fraudes.

Veja orientações da polícia para evitar esse tipo de golpe:

  • Não fornecer a senha usada nos terminais de autoatendimento. Nos contatos telefônicos, os bancos exigem outra senha específica para esse fim;
  • Não entregar o cartão bancário para terceiros. Os bancos não prestam esse tipo de serviço.

Outras prisões

Na última quarta-feira (28) dois homens já haviam sido presos em flagrante pela falsificação de documento e estelionato. Eles seguem detidos pela conversão do flagrante em prisão preventiva. Até o momento 10 pessoas foram presas pela prática desses crimes. Segundo a Polícia Civil, ainda não é possível mensurar os valores obtidos nos crimes, nem o número de vítimas.

‘Golpe do motoboy’ é o crime da moda para fraudar cartão de crédito

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25/09/2018

Uma empresária recebeu há dois meses, uma ligação de seu banco sobre uma suposta compra realizada com cartão de crédito na cidade de Campinas (SP). Não reconheceu o pagamento e foi orientada pelo atendente a entrar em contato com a instituição financeira. Ela ligou para o número localizado na parte de trás do cartão, ouviu a música de espera do banco, falou com um funcionário e aceitou a oferta de entregar o cartão ao motoboy para uma averiguação. No dia seguinte, a mulher descobriu que a compra nunca aconteceu. Que não havia telefonado para o banco. Que o motoboy não levou o cartão para a investigação. E que o prejuízo disso tudo superava R$ 80 mil. Ela caiu no ‘golpe do motoboy’, crime de engenharia social, como são chamados os casos de manipulação psicológica das vítimas por estelionatários. É o golpe da moda, segundo a Polícia Civil, o Ministério Público e os bancos – mas apenas um entre as diversas modalidades de fraudes que envolvem cartões de crédito.

“Hoje, o cartão de crédito é a principal porta de entrada para os casos de fraudes envolvendo nossos clientes”, afirma o superintende de prevenção a fraude de um banco. A instituição, recentemente, iniciou uma campanha justamente para alertar os clientes sobre o ‘golpe do motoboy’. Um vídeo disseminado pelo WhatsApp explica o crime e diz que o banco não solicita senhas e não pede cartões de seus clientes. “Quem cai nesse golpe geralmente fica espantado com o nível de detalhamento dos bandidos. Eles têm informações sobre a vítima, após monitoramento de redes sociais, e geralmente desviam a linha de telefone no instante do golpe para que a ligação caia exatamente no número dos golpistas”, afirma o delegado titular da delegacia de crimes cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo. “A pessoa com quem conversei possuía todo conhecimento do sistema de cartões. Era impossível perceber que se tratava de um golpe”, conta a empresária. “Fui parar no hospital. Eram R$ 84 mil. Não conseguia dormir”, conta. Ela só recuperou o dinheiro 20 dias depois. A seguradora pagou uma parte do prejuízo e a agência, onde é cliente há 27 anos, assumiu a outra parcela.

 Bancos de dados

O superintendente lembra que golpes como o aplicado na empresária representam a minoria dos casos de fraudes do setor. O promotor de Justiça do MP-DF e presidente do Instituto Brasileiro de Direito Digital destaca que a maioria das fraudes tem origem nos roubos de banco de dados de empresas. “Um vazamento de bancos de dados expõe dados de milhares de consumidores. Isso depois é vendido no mercado paralelo da internet e vai alimentar milhares de fraudes no e-commerce”, conta o promotor. Atualmente, uma força-tarefa envolvendo policiais e promotores de justiça tenta levantar a origem desses ataques. Uma das linhas de investigação trabalha com o envolvimento de colaboradores dentro de bancos, companhias telefônicas e centros de processamento de dados de varejistas que facilitariam o acesso a informações por parte de estelionatários. “Existem ainda bancos de dados que são frágeis e os hackers invadem sem muita dificuldade”, diz uma fonte do setor, em condição de anonimato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Fonte: Correio Braziliense

Saiba mais sobre os crimes de fraude no site do BrSafe.