Polícia prende quadrilha suspeita de aplicar ‘golpe do cartão’ em São José

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05/12/2018

A polícia apreendeu celulares e equipamentos eletrônicos — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Oito pessoas, sendo quatro homens e quatro mulheres, foram presas suspeitas dos crimes de uso de documento falso, estelionato e associação criminosa. Eles teriam aplicado o “golpe do cartão quebrado” ou “golpe do motoboy”. As prisões foram feitas pela Polícia Civil, nesta terça-feira (04), em São José, na Grande Florianópolis. A investigação era realizada há cerca de um mês. No local onde os suspeitos foram presos funcionava uma central, de onde partiam as ligações e eram reunidos os cartões bancários obtidos ilegalmente. A polícia apreendeu documentos, cartões bancários, dinheiro em espécie, cadernos de anotação, celulares e equipamentos eletrônicos.

O golpe

Conforme as investigações, um dos criminosos, se passando por um funcionário da Central de Segurança do Banco, ligava para as vítimas perguntando se elas reconheciam uma compra fictícia por cartão de crédito. Ao responder que não, o suposto atendente afirmava que o cartão de crédito tinha sido clonado, sendo necessário ligar para o número telefônico que estava no verso do cartão, para serem feitos procedimentos de segurança. Os criminosos mantinham a linha “presa” e após a vítima digitar o número de atendimento do banco, outro comparsa entrava em cena. A vítima acreditava, então, ter ligado para o banco. O comparsa confirmava alguns dados pessoais e dizia que, para fazer o cancelamento, era necessário que a vítima digitasse no teclado numérico a senha usada nos terminais de autoatendimento. Então eles captavam o número usando um equipamento específico. Em seguida orientavam as vítimas a quebrarem o cartão e diziam que um motoboy iria buscá-lo. De posse do cartão e senhas das vítimas, praticavam fraudes.

Veja orientações da polícia para evitar esse tipo de golpe:

  • Não fornecer a senha usada nos terminais de autoatendimento. Nos contatos telefônicos, os bancos exigem outra senha específica para esse fim;
  • Não entregar o cartão bancário para terceiros. Os bancos não prestam esse tipo de serviço.

Outras prisões

Na última quarta-feira (28) dois homens já haviam sido presos em flagrante pela falsificação de documento e estelionato. Eles seguem detidos pela conversão do flagrante em prisão preventiva. Até o momento 10 pessoas foram presas pela prática desses crimes. Segundo a Polícia Civil, ainda não é possível mensurar os valores obtidos nos crimes, nem o número de vítimas.

‘Golpe do motoboy’ é o crime da moda para fraudar cartão de crédito

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25/09/2018

Uma empresária recebeu há dois meses, uma ligação de seu banco sobre uma suposta compra realizada com cartão de crédito na cidade de Campinas (SP). Não reconheceu o pagamento e foi orientada pelo atendente a entrar em contato com a instituição financeira. Ela ligou para o número localizado na parte de trás do cartão, ouviu a música de espera do banco, falou com um funcionário e aceitou a oferta de entregar o cartão ao motoboy para uma averiguação. No dia seguinte, a mulher descobriu que a compra nunca aconteceu. Que não havia telefonado para o banco. Que o motoboy não levou o cartão para a investigação. E que o prejuízo disso tudo superava R$ 80 mil. Ela caiu no ‘golpe do motoboy’, crime de engenharia social, como são chamados os casos de manipulação psicológica das vítimas por estelionatários. É o golpe da moda, segundo a Polícia Civil, o Ministério Público e os bancos – mas apenas um entre as diversas modalidades de fraudes que envolvem cartões de crédito.

“Hoje, o cartão de crédito é a principal porta de entrada para os casos de fraudes envolvendo nossos clientes”, afirma o superintende de prevenção a fraude de um banco. A instituição, recentemente, iniciou uma campanha justamente para alertar os clientes sobre o ‘golpe do motoboy’. Um vídeo disseminado pelo WhatsApp explica o crime e diz que o banco não solicita senhas e não pede cartões de seus clientes. “Quem cai nesse golpe geralmente fica espantado com o nível de detalhamento dos bandidos. Eles têm informações sobre a vítima, após monitoramento de redes sociais, e geralmente desviam a linha de telefone no instante do golpe para que a ligação caia exatamente no número dos golpistas”, afirma o delegado titular da delegacia de crimes cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo. “A pessoa com quem conversei possuía todo conhecimento do sistema de cartões. Era impossível perceber que se tratava de um golpe”, conta a empresária. “Fui parar no hospital. Eram R$ 84 mil. Não conseguia dormir”, conta. Ela só recuperou o dinheiro 20 dias depois. A seguradora pagou uma parte do prejuízo e a agência, onde é cliente há 27 anos, assumiu a outra parcela.

 Bancos de dados

O superintendente lembra que golpes como o aplicado na empresária representam a minoria dos casos de fraudes do setor. O promotor de Justiça do MP-DF e presidente do Instituto Brasileiro de Direito Digital destaca que a maioria das fraudes tem origem nos roubos de banco de dados de empresas. “Um vazamento de bancos de dados expõe dados de milhares de consumidores. Isso depois é vendido no mercado paralelo da internet e vai alimentar milhares de fraudes no e-commerce”, conta o promotor. Atualmente, uma força-tarefa envolvendo policiais e promotores de justiça tenta levantar a origem desses ataques. Uma das linhas de investigação trabalha com o envolvimento de colaboradores dentro de bancos, companhias telefônicas e centros de processamento de dados de varejistas que facilitariam o acesso a informações por parte de estelionatários. “Existem ainda bancos de dados que são frágeis e os hackers invadem sem muita dificuldade”, diz uma fonte do setor, em condição de anonimato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Fonte: Correio Braziliense

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