Golpe do aluguel faz mais vítimas no Litoral Norte

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30/12/2018

O golpe do aluguel de verão fez mais vítimas no Litoral Norte do Rio Grande do Sul nos últimos dois dias. Entre sábado e domingo (30), a Brigada Militar registrou mais oito casos, seis em Tramandaí e dois em Imbé. Todas as novas vítimas pagaram adiantado e fizeram contato inicial pela internet: por grupos de WhatsApp, ou pelas redes sociais, principalmente o Facebook. Segundo as ocorrências, as vítimas pagaram diárias entre R$ 200 e R$ 75o. Uma delas pagou antecipadamente todo o pacote de cinco dias, um prejuízo de R$ 2,2 mil. Desde o início do mês até sexta-feira (28), a reportagem fez levantamento com 36 casos registrados em todo o Litoral Norte. Mas o número de pessoas lesadas pode ser bem maior, pois muitos não registram os golpes na polícia. Em média, os criminosos exigem pagamento antecipado diárias de R$ 400, mas há casos de R$ 1 mil. O crime é configurado como estelionato.

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Fonte: Gaúcha ZH

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Jovens são vítimas de golpe de aluguel de casas para o Réveillon no Litoral Sul de Pernambuco

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12/12/2018

Os planos de passar o Réveillon em casas de praia no Litoral Sul de Pernambuco terminaram em frustração para pelo menos 26 jovens. Eles encontraram na internet imóveis exatamente como queriam, com piscina, churrasqueira, vários quartos e ar-condicionado. Após depositar o adiantamento pela reserva, descobriram que era uma fraude. Os casos são investigados pelas delegacias de Rio Doce, em Olinda, no Grande Recife, e de Boa Viagem, na Zona Sul da capital, onde os grupos de amigos registraram os boletins de ocorrência.

Uma das vítimas foi uma psicóloga, de 22 anos, que alugou a casa com 14 amigos. Eles acharam o anúncio no dia 20 de novembro, quando começaram as negociações por telefone e mensagens. O grupo depositou R$ 1.350 em uma conta corrente e, um pouco depois, o homem sumiu. “O aluguel custava R$ 2.700, entre 29 de dezembro e 1º de janeiro. Tinha fotos da casa, que acomodava 15 pessoas, com piscina, quartos, equipada do jeito que a gente estava procurando. Falei com G.Lima. Ele pegou os meus dados, fez um contrato e resolvemos fechar com ele, porque estava tudo do jeito que a gente queria”, contou. Como o contrato estava em seu nome, ela foi até a delegacia registrar queixa em nome de todo o grupo. Para ela, o sentimento é de frustração. “A gente estava com a expectativa de passar ano novo em Porto de Galinhas. Todo mundo comprou ingresso da festa que vai ter lá, então ficamos bastante frustrados”, lamentou.

O caso registrado em Olinda está sendo investigado. “Oficialmente, o crime está sendo noticiado na nossa delegacia a partir do registro do boletim de ocorrência. A gente vai instaurar o inquérito, agendar com a vítima o depoimento e tentar identificar a pessoa que aplicou esse golpe para que ela possa ser responsabilizada pelo crime que praticou e pelos danos patrimoniais e morais que eventualmente tenha ocasionado”, afirmou o delegado responsável.

O golpe ocorreu da mesma forma com outro grupo de 11 pessoas. A negociação foi feita por um bacharel em direito e produtor de eventos, de 25 anos. Ele registrou uma queixa na Delegacia de Boa Viagem. “A conversa dele era de que tinha muita gente atrás da casa e que tinha que pagar logo para garantir a reserva. Fechamos do dia 28 de dezembro a 2 de janeiro, por R$ 2.700, mas não aceitamos pagar os 50%, já que nem o contrato ele tinha enviado. Pagamos 30%, que foi R$ 820. Logo depois, ele sumiu”, disse. Em uma nova pesquisa no site, o bacharel em direito encontrou o perfil do verdadeiro dono do imóvel, que na verdade fica no Paraná. O grupo precisou desembolsar outros R$ 1.300 de um novo imóvel. Desta vez, um que existe. “A gente ficou triste, porque a casa era tudo que a gente estava procurando. Encontramos outro imóvel e fomos até lá ver se realmente existia. Resolvemos, mas ainda ficou o sentimento de tristeza. Não é exatamente como a gente queria”, contou.

O delegado titular da Unidade de Repressão ao Estelionato, alertou para alguns cuidados que as pessoas precisam tomar antes de alugar um imóvel. “Todo negócio feito a distância requer cuidados redobrados. O site, muitas vezes, não tem condições de guardar informações específicas. Nesses casos, o erro fatal cometido foi não visitar o imóvel. É importante que alguém vá ao local e se certifique se existe”, observou.

Crescimento do número de estelionatos surpreende petropolitanos

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22/10/2018

Em Petrópolis (RJ), os crimes de estelionato voltaram a crescer. Em 2016, foram registradas 434 ocorrências. No ano seguinte, os números caíram para 376. Entretanto, de janeiro a setembro deste ano, as delegacias da cidade já contam com quase a mesma quantidade que em todo o ano anterior, sendo 371 registros. Segundo dados apontados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), as maiores notificações aconteceram no mês de agosto, quando foram contabilizados 65 casos. Na última semana, diferentes famílias foram vítimas do golpe do falso aluguel. Tentando contratar um imóvel para passar dias de lazer em Cabo Frio, algumas pessoas assinaram um suposto contrato e depositaram parte do valor combinado na conta da “dona do imóvel”. A farsa foi descoberta após publicação da proprietária da casa, que esclareceu os casos. A criminosa utilizava o Google Maps para pegar a foto da fachada do imóvel, colocando fotografias falsas do interior da residência. A publicação acontecia nas redes sociais, onde as vítimas encontravam o telefone para contato com a estelionatária. Por meio de mensagens, a criminosa induzia os locadores ao golpe.

“Então, eu trabalho com contrato de locação, onde o mesmo é enviado para seu e-mail para que as cláusulas sejam lidas e avaliadas por você. Caso esteja de acordo com as mesmas, me mande seus dados para que eu possa preencher. Em seguida, vou te reenviar para que assine juntamente com uma testemunha de sua preferência. Preciso que depois me devolva escaneado, e, após a devolução, você me dá uma garantia, através de um depósito calção de 40%”. Dessa maneira, mais uma vítima caiu no golpe. Segundo o ISP (Instituto de Segurança Pública), dos 371 casos de estelionato, 86,5% foram registrados na 105ª Delegacia de Polícia, no Retiro, que equivale a 321 casos. Na delegacia de Itaipava, já foram apontadas 50 ocorrências. De acordo com o ISP, nos últimos 10 anos foram contabilizados 3.940 estelionatos, em Petrópolis. Nesse período, o maior índice foi registrado em 2015, onde as delegacias apontaram 415 ocorrências.

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Fonte: Diário de Petrópolis

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Casal de SC é suspeito de aplicar golpe do aluguel de temporada para sustentar vida de luxo

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10/03/2018

Um casal foi preso suspeito de aplicar o golpe do aluguel de temporada. Eles viviam uma vida de luxo, com viagens pelo exterior e muito dinheiro às custas das férias dos outros. Segundo a investigação da Polícia Civil, eles tiraram das vítimas quase R$ 400 mil em três anos. “A maioria era empresários, médicos, pessoas que tinham um grande poder aquisitivo. Então, eu não me importava muito”, tenta justificar o suspeito, L.B., de 29 anos. Ele a mulher de 19 anos foram presos semana passada. A polícia também prendeu dois homens donos das contas bancárias envolvidas no esquema. “Essas pessoas estariam envolvidas com esse tipo de golpe há pelo menos três anos, seriam os responsáveis, conforme eles mesmos relataram, pelos anúncios fraudulentos”, explica o delegado que investiga o caso.

Dinheiro de golpe usado em viagens

O casal, que mora no Norte da Ilha em Florianópolis, oferecia na internet aluguel de casas para a temporada na praia de Canasvieiras e dos Ingleses, na capital catarinense, e também em Gramado, na Serra Gaúcha. As casas até existiam, mas não eram deles ou nem estavam para alugar.

Mais de 100 famílias vítimas do golpe

Os registros na polícia mostram vítimas de vários estados e até de outros países. Foram mais de cem famílias. Em um dos casos, uma família de 12 pessoas veio de Campo Grande (MS) até Florianópolis, alugou uma casa para virada do ano através de um anúncio postado pelo casal. Viajaram 18 horas para descobrir que era um golpe. Uma equipe de TV conversou com a pessoa enganada, que não quis se identificar. Eles precisaram alugar outra casa para tentar aproveitar a folga no litoral catarinense. “A gente deixou de fazer outro passeio, deixou de comer algumas coisas que podia comer porque, infelizmente, a gente perdeu a metade do dinheiro e teve que tirar na parte do passeio, da arte da diversão”, relembra. Segundo o dono de uma das casas anunciadas pelos golpistas, pelo menos 14 famílias já bateram na porta dele. “Teve gente de Iraí (RS), Cascavel (PR), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Cuiabá, Brasília. Acho que o cara de Brasília era delegado da Polícia Federal. Ele veio de Brasília, acabou embarcando para Curitiba porque não tinha voo para Florianópolis, alugou um carro em Curitiba e desceu de carro. Aí descobriu que era golpe”, afirma o morador.

Envolvimento da mulher

O golpe foi crescendo a cada temporada. “Como eu estava sempre trabalhando com clientes, era muita gente, então tinha que ter mais alguém para dar assistência”, explica o suspeito. Com, isso, a mulher começou a ficar responsável por escrever os falsos contratos de locação fornecidos às vítimas enquanto ele aliciava pessoas que cediam as contas bancárias e montava os anúncios. “Ela relatou que antes de aplicar golpes de locações fraudulentas de imóveis, ela se dedicava a prática de falsa vendas de celulares. O golpe era semelhante, só que invés de tentar alugar imóveis, ela vendia celulares”, informou o delegado. O casal e os dois homens presos devem responder por estelionato e lavagem de dinheiro e podem pegar mais de 15 anos de prisão.

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Fonte: G1

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Mulher que deu golpe de estelionato em brasilienses é presa em Pernambuco

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31/01/2018

Após denúncia de estelionato, uma mulher foi presa em Pernambuco. Mais de 20 pessoas, dentre elas vários brasilienses, a acusam de aplicar golpes envolvendo aluguéis de apartamento de temporada. Segundo as vítimas, a mulher vendia falsos pacotes de hospedagem em um Resort localizado em Porto de Galinhas. S.M.A.S.P., de 47 anos, é suspeita de prática de estelionato ao anunciar as falsas estadias pela internet. Conforme o delegado responsável pelo caso, a primeira denúncia teria sido feita por uma vítima de Minas Gerais, que relatou ter alugado um flat, mas a acusada teria cancelado a reserva um dia antes, alegando problemas no ar condicionado. No entanto, o depósito de R$ 7 mil tinha sido feito.  “Em uma semana ela alugava os flats para três, quatro pessoas. Quando elas chegavam, não tinha a reserva”. O prejuízo estimado pela polícia ultrapassa os R$ 50 mil. As investigações apontam que a mulher atuava sozinha. Primeiramente, ele ligava para os recepcionistas do hotel para conseguir os contatos dos reais proprietários dos flats. Depois, fazia as reservas, em nome de terceiros. A suspeita, então, depositava os cheques sem fundo e gerava um contrato, repassado às vítimas. Após receber o dinheiro, ela cancelava o contrato ou simplesmente não dava mais retorno. Quando os contratantes chegavam ao local da estadia, eram impedidos de entrar. Ela já responde a outros dois processos semelhantes por estelionato e aguardará o julgamento em prisão preventiva.

Vítimas do DF

Ao menos quatro brasilienses acreditaram ter a estadia garantida em um complexo de flats e hotel de Porto de Galinhas (PE), mas relatam terem sido enganados pela mulher.  A administradora Nayara*, 45 anos, o cunhado e a supervisora administrativa Marina*, 36, fizeram depósitos na conta da suposta proprietária de um apartamento para assegurar a hospedagem em janeiro. Contudo, a mulher cancelou a reserva e não fez a devolução da quantia. A arquitetura da fraude teve início com anúncios publicados, em pelo menos sete grupos de vendas, no Facebook. As propagandas ofereciam diárias no Resort. “Quatro dias antes da minha viagem, a pessoa ligou falando que tinha dado um problema no ar-condicionado do flat. Nós ainda insistimos e falamos que colocaríamos ventiladores, mas ela disse que não teria mais jeito e que devolveria o dinheiro”, conta Nayara. Para um período de seis dias, entre 7 e 13 de janeiro, Nayara desembolsou R$ 2,8 mil divididos em duas vezes, para a reserva de dois quartos. Ela viajaria com o marido e os filhos, mas após desconfiar dos agendamentos falsos, cancelou as passagens e ainda somou prejuízo superior a R$1 mil em multas. “Recebemos cerca de 13 queixas relacionadas à suposta estelionatária, que de fato está usando o nome do Resort, que, por sua vez, também é vítima. De posse de algumas fotos da parte interna do complexo, a mulher passou a divulgar a venda das diárias em diversos sites”, esclarece o comissário da 43ª Delegacia de Polícia (Porto de Galinhas). Ele ressalta que houve casos de pessoas que chegaram a pagar mais de 10 diárias e que além de vítimas do DF, pessoas de São Paulo e Minas Gerais também foram enganadas. O condomínio confirma que a mulher não é proprietária e nem possui autorização para alugar o imóvel.

Aperto

Marina, que ia se hospedar com as duas filhas, de 9 e 14 anos, e a família de uma amiga, chegou a viajar para Recife, antes de entender que estava sendo ludibriada. Ela pretendia passar três dias na capital pernambucana e mais sete em Porto de Galinhas. Para assegurar as vagas, depositou, em outubro, R$ 3 mil na conta do marido da golpista, valor que supostamente incluía o translado de ida e volta do aeroporto ao resort. O período de estadia coincidia parcialmente com o contratado por Nayara. Com a mesma alegação do ar-condicionado estragado, a suposta estelionatária tentou mudar os dias de hospedagem no Resort. Por pressão da supervisora administrativa, no último dia da sua permanência no hotel de Recife, a golpista foi até o local. “Ela estava muito desconfiada e olhando de um lado para o outro, falando baixo e rápido”, descreve a vítima. A mulher afirmou que, caso não conseguisse resolver a situação, pagaria para que as clientes ficassem mais um dia no estabelecimento. “Na primeira noite em Porto de Galinhas, dormimos no quarto de uma senhora bem humilde que cedeu para a gente”, conta Marina.

Dicas para não ser vítima de estelionato

“A recomendação é não confiar em preços muito abaixo do mercado. Quando a situação está muito favorável e atrativa, é necessário apurar melhor a idoneidade da empresa ou do vendedor”, orienta o delegado-chefe da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul). “É bom as pessoas sempre se cercarem de mais garantias. Em casos iguais ao do Resort, é interessante que elas liguem para o condomínio para confirmar se a reserva realmente foi feita.” – disse o comissário da 43ª Delegacia de Polícia (Porto de Galinhas).

* Nomes fictícios para preservar as identidades das vítimas

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Fonte: Correio Braziliense

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Casal é preso suspeito de aplicar golpe no aluguel de hospedagens em Fortaleza

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17/10/2017

Um casal suspeito de aplicar golpes no aluguel de hospedagem para turistas foi preso na manhã desta terça-feira (17) em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. A Polícia Civil estima que eles causaram prejuízo de mais de R$ 300 mil às vítimas. Os suspeitos eram investigados há oito meses, depois de serem registrados diversos boletins de ocorrência na Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur). H.R.Moreira, de 29 anos, e T.F.Alves, de 28, anunciavam em sites de compra e venda de imóveis imagens de casas e apartamentos, geralmente localizados na Avenida Beira Mar, oferecendo-os para aluguel a baixo custo por temporada. “Eles aproveitavam fotos de imóveis disponíveis na internet para anunciar os falsos aluguéis”, conta a delegada titular da Deprotur.

Metade adiantada

Para finalizar a negociação com os turistas interessados, os suspeitos pediam o adiantamento de metade do valor acordado. Atraídos pelo baixo valor de custo, as pessoas viajavam para Fortaleza acreditando na garantia da hospedagem. Apenas quando chegavam à cidade descobriam que se tratava de um golpe. O casal utilizava-se das contas bancárias de terceiros para receber o dinheiro dos turistas. Ainda conforme a Deprotur, a maioria deles era originária da região Norte do Brasil. A Polícia também cumpriu mandados de busca e apreensão em dois imóveis frequentados pelo casal, onde foram apreendidos equipamentos como notebooks, câmeras fotográficas, cartões magnéticos e mais de R$ 1,2 mil. A prisão faz parte da Operação Temporada, realizada pela Polícia Civil do Ceará em combate a crimes de estelionato no aluguel de imóveis para hospedagens. As investigações foram desenvolvidas pela Deprotur, com apoio das equipes da divisão antissequestro. A polícia ainda apura o envolvimento de outras pessoas no esquema.

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Fonte: G1

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Jovem é preso no RS por aplicar golpe de falso aluguel em praias de SC

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23/03/2015

Um jovem de classe média foi preso pela Polícia Civil de Charqueadas, na Região Carbonífera do Rio Grande do Sul, por suspeita de aplicar o golpe do falso aluguel. De acordo com a investigação, ele oferecia na internet imóveis em praias badaladas de Florianópolis, como Canavieiras e Jurerê Internacional, que nunca eram entregues. Além do Rio Grande do Sul, as vítimas são de outros estados, como Paraná e São Paulo. “Ele criou perfil falso em dois sites de negócio, se utilizou de fotos que estavam no perfil de venda e criou perfil no aluguel, então utilizou fotos de imóveis existentes, mas o que não existia seriam endereços. Ele criou um endereço falso, colocou telefone dele e e-mail de contato. A partir daí, começou a negociar com as pessoas”, disse o delegado responsável pelo caso. A polícia ainda não sabe o total de vítimas. Em depoimento, ele confessou 13 golpes. Em seu perfil numa rede social, ele ostentava passeios em cidades turísticas e até mergulho no Caribe. Agora, trocou o luxo por uma cela no Presídio Central de Porto Alegre, onde responderá por estelionato. Os imóveis, que sequer eram do jovem, eram apresentados com valores abaixo do mercado, entre R$ 300 e R$ 350. Em uma escuta gravada com autorização da Justiça, ele tenta enganar uma mulher do Paraná.

Vítima: É nos Ingleses?
Golpista: Isso.
Vítima: Fica próximo da praia? Como é que é ali?
Golpista: Sim, ele é na quadra da praia.
Vítima: Ah, legal.
Golpista: Ele fica a nem 50 metros da praia, “tá”.

Para fazer negócio, ele exigia uma transferência bancária equivalente à metade do aluguel, como revela outra escuta entre o golpista gaúcho e uma pessoa de São Paulo. Na conversa, a vítima diz que já havia caído neste tipo de fraude, mas é tranquilizada pelo golpista.

Golpista: São Paulo é bem complicado,”né”.
Vítima: Nossa, você nem imagina…
Golpista: Eu sinceramente só fui alguns dias para aí e não gostei.
Vítima: É, não, não… Litoral aqui é complicado, eu evito ir.
Golpista: É, aí tem muita coisa de golpe, né.

Um motorista de Charqueadas diz ter perdido R$ 750 após cair no golpe. “Aí, ele me mandou e-mail: ‘O depósito foi confirmado’. Eu pedi para ele me mandar o contrato. Ele não mandava. Passaram dois, três dias, aí, eu comecei a desconfiar”, afirma. Depois de cogitar a possibilidade de golpe, ele pediu para um casal de conhecidos mandar um e-mail para ele solicitando reserva nas mesmas datas que ele havia reservado. “Ele disse que tinha vaga disponível”, recorda. Após pesquisar na internet, o motorista descobriu o telefone do prédio onde ficava o imóvel em Jurerê Internacional e conversou com o porteiro, que relatou que ele não é a primeira vítima do golpista. “Ele falou que um casal tinha chegado na madrugada e que tinha levado o mesmo golpe, com criança e tudo. Disse para eu registrar um boletim de ocorrência”, relembra. O delegado responsável pelo caso faz um alerta para quem pretende alugar imóveis. “Tem que desconfiar do valor da diária. Se é muito abaixo do preço de mercado, já é indício de que talvez esteja incorrendo em golpe. Então o ideal é, se pessoa não conhece a praia, não conhece ninguém naquele local, procurar alugar imóvel em sites de imobiliárias mais confiáveis”, afirma.

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Fonte: G1

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