Justiça tem dado ganho de causa para vítimas do golpe do motoboy; saiba como não cair nessa fraude

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31/01/2019

Um golpe bancário tem sido recorrente no Estado de São Paulo e já começa a chegar também a outros estados do país. Trata-se do “golpe do motoboy”, no qual a vítima entrega seu cartão de crédito para um motoqueiro, após receber uma suposta ligação do banco dizendo que seu cartão foi fraudado. Ao se dar conta do crime, as vítimas procuram os bancos, que não realizam o estorno, nem devolvem o dinheiro perdido. No entanto, a Justiça tem dado ganho de causa a essas pessoas.

Um especialista em Direito Empresarial afirma que recebe todo mês clientes que foram vítimas dessa fraude. Em um dos casos, o prejuízo com o crime chegou a R$ 104 mil. — O criminoso liga como se fosse funcionário do banco e apresenta todos os dados do cliente. Em seguida, pergunta se a vítima efetuou uma compra fictícia e, quando a pessoa diz que não, informa que o cartão dela foi fraudado. Então pede para que a pessoa ligue para o telefone do banco, mas travam a linha. Dessa forma, quando a vítima faz a ligação, eles mesmos atendem e solicitam que a pessoa digite a senha do cartão para que ele seja supostamente bloqueado e que o entregue a um motoboy — explica. Depois que os criminosos estão com a posse do cartão e da senha dos clientes, fazem compras, saques e transferências bancárias. — Quando essas pessoas entram em contato com os bancos para contestar esses gastos e operações, as instituições se recusam a realizar o estorno e a devolução. Mas quase 100% das ações na Justiça têm ganhado liminar favorável aos clientes. Só neste semanas, foram duas. Já tivemos mais de 15 ações julgadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, com decisões em favor das vítimas e ganho de danos morais — afirma o advogado.

Uma especialista em Relações Institucionais da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), conta que esses golpes têm gerado, de fato, muita controvérsia entre os bancos e a Justiça, e não há nada no Código de Defesa do Consumidor (CDC) que regulamente esse tipo de situação. — Atualmente, as pessoas estão tendo realmente dificuldades em reaver o dinheiro perdido, mas, quando o caso vai para a Justiça, as decisões têm sido favoráveis. Os tribunais entendem que houve um vazamento de dados e que é responsabilidade do banco ter um sistema seguro.

Saiba como não cair no golpe

Confira, abaixo, as dicas da Febraban para evitar ser vítima de fraudes.

1) Jamais revele sua senha a terceiros, mesmo que a pessoa diga que é funcionária do banco.

2) Se alguém lhe telefonar dizendo ser funcionário do banco e lhe pedir para informar dados pessoais ou digitar sua senha em uma “central eletrônica”, não o faça em hipótese alguma. Quando o banco liga para o cliente, jamais solicita que a senha seja informada ou digitada. Esse pedido só ocorre nos casos em que a ligação parte do próprio cliente, que liga para o banco a fim de realizar alguma transação.

3) Nunca entregue seu cartão a terceiros, esteja ele danificado ou não.

4) O banco nunca realiza a coleta do cartão dos clientes.

5) Caso seja necessário descartar o cartão, é importante que o chip seja destruído por completo.

6) Não use telefones de terceiros para acessar sua conta ou para ligar ao banco, pois sua senha poderá ficar registrada na memória do aparelho. Use apenas telefones próprios ou de seu uso pessoal.

7) Caso receba uma ligação suspeita, encerre a chamada e faça uma nova ligação para o banco, utilizando outra linha telefônica. Certifique-se, sempre, de que está ligando para os números oficiais de atendimento de seu banco.

MPES identifica 915 pessoas que compraram diplomas falsos

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22/01/2019

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça de Rio Bananal, identificou 915 pessoas que receberam diplomas de graduação falsos. A “Operação Mestre Oculto” apura a venda dos certificados de forma fraudulenta, sem que os alunos participassem efetivamente das aulas, visando a nomeação em cargos públicos. A lista com os 915 nomes foi encaminhada à Prefeitura de Rio Bananal, após colaboração premiada envolvendo investigados nas duas fases da “Operação Mestre Oculto”. O MPES informou que outras prefeituras capixabas e a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) também vão receber a lista com nomes de pessoas que usaram do esquema fraudulento para conseguir diplomas de graduação, pós-graduação e cursos livres a professores, sem a necessidade de comparecimento às aulas presencias. O Ministério Público Estadual está levantando os dados para saber quantos professores estão ou estiveram em sala de aula de forma indevida, usando documentos obtidos de forma fraudulenta.

O Ministério Público também quer saber quais professores de Rio Bananal, onde a investigação começou, apresentaram documentos falsos para dar aulas. Caso os nomes sejam confirmados pela administração municipal, as pessoas envolvidas responderão na Justiça por uso de documentos falsos e estarão sujeitas a punições administrativas. As investigações envolvendo as duas fases da Mestre Oculto avançaram e se desdobraram nas operações Estória e a Viúva Negra, também deflagradas pelo MPES. Donos de instituições de ensino localizadas no Norte do Estado foram presos, além de pessoas ligadas ao esquema criminoso de venda e compra de diplomas e certificados. O MPES já denunciou à Justiça 11 pessoas investigadas nas duas fases da Operação Mestre Oculto.

Sete pessoas são indiciadas por golpe de US$ 51 milhões em bitcoins

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21/01/2019

Sete pessoas foram indiciadas em Taipé, capital de Taiwan, pela participação em um golpe de mais de US$ 51 milhões em bitcoins. Um homem de 47 anos, cujo sobrenome foi divulgado apenas como Lin, foi apontado como o líder da quadrilha, que praticava um esquema de pirâmide e prometia aos participantes lucros na faixa dos 355% ao ano. O golpe vinha sendo aplicado desde outubro de 2016 e, ao longo de dois anos, teria lesado mais de mil investidores taiwaneses, acumulando vítimas também na China. A promessa de lucros exorbitantes era apoiada na entrega de pequenos montantes de dinheiro após o aporte inicial de moedas virtuais, mas, com o tempo, os depósitos rareavam até deixarem completamente de acontecer, enquanto Lin e os outros integrantes da quadrilha embolsavam o restante. Os detalhes sobre o caso não foram divulgados, mas o grupo foi desmantelado no final do ano passado. Lin e os outros seis envolvidos no esquema foram indiciados por crimes financeiros e por violarem as leis bancárias de Taiwan, que exerce mão pesada sobre praticantes de esquemas de pirâmide e outras modalidades de fraude econômica. As prisões aconteceram após denúncias das vítimas, que entregaram as informações sobre os envolvidos às autoridades. A prisão da quadrilha levou ao desmantelamento do esquema, mas boa parte do dinheiro perdido pelos que caíram no golpe não pôde ser recuperado pela polícia, que espera conseguir rastrear os fundos na medida em que as investigações continuarem.

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Fonte: Canal Tech

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Estelionatários de MT aplicam golpe pela internet de R$ 50 mil em vítima do Maranhão e são presos

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18/01/2019

Segundo a Polícia Civil, dois homens foram presos em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, suspeitos de aplicarem um golpe de R$ 50 mil em uma vítima que mora no Maranhão através da internet. O golpe foi aplicado por meio de um site de vendas. Os presos identificados como W.A.M. e B.S.S., de 19 e 23 anos, respectivamente, criaram um anúncio falso da venda de um carro. A reportagem não conseguiu localizar a defesa deles. A vítima negociou com os criminosos a compra do veículo por R$ 50 mil. À polícia, a vítima afirmou que os suspeitos chegaram a informar o endereço onde o carro estaria no Maranhão. A polícia suspeita que as ligações que confirmaram a compra do veículo, teriam sido realizadas de dentro da penitenciária Mata Grande, que fica em Rondonópolis. Durante a investigação, R$ 40 mil foram recuperados e devolvidos para a vítima, de acordo com a polícia.

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Fonte: G1

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Notícia relacionada: Dupla é presa por estelionato ao participar de golpe na internet

Dupla é presa por estelionato ao participar de golpe na internet

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17/01/2019

W.A.A.M., de 19 anos, e B.S.S., de 23, foram detidos por investigadores da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) nesta quinta-feira (17), em Rondonópolis, ao participarem de um golpe de um veículo, que estava sendo vendido em um site no valor de R$ 50 mil. O caso aconteceu na cidade de Imperatriz (MA) e vítima realizou a transferência para uma conta bancária. Do valor total, R$ 14 mil foram recuperados em dinheiro e os outros R$ 26 mil foram bloqueados pelo banco. Segundo os dados que constam no Boletim de Ocorrência (BO), os policiais conseguiram identificar a conta bancária que estava em nome W. e na manhã de quinta-feira (17) localizaram o suspeito no momento em que tentava sacar parte do dinheiro dentro do banco. Com a prisão dele, os policiais chegaram até B. que é acusado de agenciar pessoas que possuem contas para aplicar golpes semelhantes na cidade. Após praticar esse tipo de golpe, B. foi o responsável por gerenciar contas para o depósito do dinheiro. Questionado sobre a participação, B. confessou o crime aos policiais e disse que já havia retirado o valor de R$ 14 mil da conta, passando o cartão de débito em dois estabelecimentos comerciais (R$ 7 mil em cada comércio). Diante dos fatos, os suspeitos foram conduzidos até a Derf de Rondonópolis, onde foram autuados em flagrante por estelionato.

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Fonte: Agora Mato Grosso

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Dois homens são presos por estelionato tentando trocar cartões em Suzano, diz polícia

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17/01/2019

Na manhã desta quinta-feira (17), dois homens foram presos tentando trocar cartões em uma agência bancária na Rua General Francisco Glicério, em Suzano. Um denunciante passou as características dos suspeitos. A equipe conseguiu localizá-los na rua. Eles estavam com dois cartões, um deles sem identificação. Os policiais fizeram contato com a administração da agência e tiveram acesso às imagens de monitoramento da unidade, que mostravam a ação dos suspeitos. Segundo a Polícia Militar, os suspeitos distraíam as vítimas, sacavam o dinheiro delas e já depositavam na conta deles. “Eles usam um cartão em branco para fazer a transação. Ontem eles aplicaram um golpe em uma vítima e depositaram R$ 1 mil e hoje foram mais R$ 500″, explica um cabo da polícia. A vítima desta quinta-feira foi identificada, mas ainda não foi localizada pela polícia. Os dois foram encaminhados ao DP Central de Suzano, onde foram presos em flagrante pelo crime de estelionato.

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Fonte: G1

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Fraude no Detran alterou dados de mais de 300 carros no RS

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15/01/2019

Uma série de operações no sistema informatizado envolvendo alterações em cadastros de veículos e feitas em horário fora de expediente fez soar um alerta no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), levando Polícia Civil a descobrir uma fraude. Usando a senha de um servidor público, dois investigados alteraram informações relativas a pelo menos 322 carros no Estado, causando prejuízo ao Detran, até o momento, de R$ 450 mil. Foram identificadas 955 operações no sistema Gerenciamento de Informações do Detran-RS (GID), que reúne dados cadastrais de veículos. Ao fraudar informações – como o nome do proprietário, a existência de multas ou numeração do chassi e do Renavam –, os fraudadores conseguiam evitar determinados pagamentos ao órgão público. Até mesmo carros em nome de pessoas mortas foram transferidos de forma fraudulenta. Nesta terça-feira (15), ao deflagrar a Operação Transitório, a polícia cumpriu quatro mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão em oito cidades. Três suspeitos foram presos e um é considerado foragido. Uma auditoria interna do Detran identificou, por meio dos endereços dos computadores em que a senha do servidor foi usada, dois suspeitos. Um deles já foi credenciado do Detran, atuava em um Centro de Registro de Veículos Automotores (CRVA), e acabou desligado justamente por fazer inserção de dados falsos no sistema. Outro fez a transferência da propriedade de dezenas de carros para seu nome, além de modificar o endereço de entrega de documentos veiculares. Os outros dois investigados se beneficiaram do esquema – um deles tem loja de compra e venda de veículos. Os nomes dos suspeitos não estão sendo divulgados.

A investigação começou quando o Detran levou as suspeitas apuradas em auditoria para a Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária (Deat). A estratégia usada pelos fraudadores para não serem descobertos acabou ajudando a detectar o esquema. Como faziam uso de uma senha ativa, se eles mexessem no sistema em horário de expediente, derrubariam o acesso do funcionário do Detran e isso chamaria a atenção. Então, eles só realizavam operações à noite e em finais de semana e feriados. Conforme apuração, o servidor, cuja senha foi usada, não teria participação no esquema. A polícia ainda apura como os fraudadores obtiveram o código de acesso ao GID. Até o momento foi apurado que o Detran deixou de receber R$ 450 mil em multas por infrações, em Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), em  Licenciamentos e em IPVA. A polícia ainda apura se há mais operações realizadas pelo grupo, mais beneficiários e se outras senhas podem ter sido usadas.

Como funcionava o esquema criminoso

  • Pelo menos dois suspeitos alteraram informações de 322 carros (apurado até o momento), causando prejuízo de cerca de R$ 450 mil ao Detran;
  • As alterações em dados cadastrais dos veículos eram efetivadas no sistema fora do horário de expediente, com a senha de um servidor público, funcionário do Detran, que não teria relação com o esquema criminoso;
  • Foram identificadas 955 operações no sistema de Gerenciamento de Informações do Detran-RS;
  • Eram alteradas informações como nome do proprietário, a existência de multas ou numeração do chassi e do Renavam;
  • Objetivo da fraude seria burlar pagamentos de multas e taxas ao órgão público, além de facilitar negócios dos envolvidos.

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