Golpe com moeda estrangeira faz mais de 100 vítimas e causa prejuízo de R$ 2 milhões

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13/03/2019

O dono de uma agência de viagens foi preso suspeito de cometer diversos crimes de estelionato. Ele comercializava moedas estrangeiras com pagamento antecipado, que não eram entregues aos clientes. Segundo a Polícia Civil, E.M.S.B., de 31 anos, fez mais de 100 vítimas. O prejuízo passa de R$ 2 milhões. Além da prisão do suspeito, foram cumpridos ainda cinco mandados de busca e apreensão em casas de câmbio, que também tiveram contas bloqueadas. As transações cambiais eram realizadas em contas correntes de empresas de câmbio, pois a agência do suspeito não tem autorização do Banco Central para realizar as transações. Em uma das empresas de câmbio, localizada no Centro de Curitiba, foi apreendida a quantia de R$ 260 mil em moeda nacional e estrangeira. O suspeito anunciava cotações atrativas, 25 a 30% abaixo da cotação oficial, as quais seriam entregues em um prazo médio de 35 dias, o que não acontecia. O responsável por uma das agências de câmbio envolvida no esquema informou que ele realizava a retirada da moeda estrangeira, e que os valores depositados diretamente pelos clientes nas contas da empresa. No entanto, continuou a comercializar a moeda mesmo depois da denúncia das vítimas.

O homem foi preso em sua casa, em São José dos Pinhais, e confessou que estava em débito com alguns clientes. “Ele falou que já vem fazendo esse tipo de transação há dois anos, inclusive as próprias vítimas, algumas delas, disseram que antigamente recebiam os valores. Só que o deságio que ele aplicava era muito menor, era R$ 0,20, R$ 0,30. Agora ele estava chegando a aplicar um deságio de R$ 1 na moeda e obviamente isso não ia se sustentar nunca. Mesmo com deságio menor, acaba sendo como uma pirâmide e em algum momento ele não vai ter capital para adimplir os contratos dele”, explicou o delegado responsável pelo caso. Se condenado, E.M.S.B. pode cumprir de dois a cinco anos de reclusão para cada um dos estelionatos supostamente praticados.

Mais de 200 pessoas caem em golpe de venda de veículos na internet

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12/03/2019

Nos últimos dois anos, um golpe de venda de veículos on-line fez mais de 200 vítimas no Distrito Federal. Só em 2019, pelo menos 49 pessoas caíram na ação criminosa, que consiste em enganar tanto o verdadeiro dono do produto anunciado quanto os potenciais compradores. O estelionatário assume o papel de intermediário na negociação e articula um encontro entre as vítimas. Antes, por telefone, o criminoso conta histórias diferentes tanto para o proprietário quanto para o comprador. Não há estimativa do tamanho do prejuízo, segundo a Polícia Civil. Os primeiros registros do golpe começaram em 2017. Em todos os casos, os bandidos agiram por meio do site de vendas OLX, segundo informações da Divisão de Falsificação e Defraudação (Difraudes), ligada à Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes (Corf). Na última quinta-feira (07), um empresário de 56 anos foi enganado pelo estelionatário durante a compra de um Jeep Renegade no valor de R$ 65 mil. “Falei com o anunciante, que se identificou como Carlos Eduardo. Ele disse que o carro estava com um suposto sobrinho, em uma concessionária do Sia, e que articularia uma visita minha”, conta. Às 10h30, o empresário e o suposto sobrinho, que, na verdade, era o dono do carro, se encontraram. “No WhatsApp, Carlos disse para não falarmos de preço, alegando que o familiar também estava interessado no carro, mas que ele queria pagar em parcelas longas.” Então, o estelionatário falou ao empresário que precisava quitar dívidas e, por isso, daria preferência à proposta dele, já que tinha oferecido um sinal de R$ 20 mil. “O homem confirmou ser sobrinho do criminoso e, por isso, não desconfiei de nada. Fechei negócio e fiz o depósito.” Mal sabia o empresário que o suposto parente também tinha caído na ação do estelionatário. Para o dono do veículo, um advogado, o bandido alegou que ia comprar o carro para abater uma antiga dívida com o empresário. “No mesmo dia, o dono do Jeep me ligou desconfiado de que se tratava de um golpe. Ele disse que o estelionatário pediu para que ele dissesse que eram parentes. Na mesma hora, liguei para o gerente do meu banco.”

Ao rastrear o depósito, o empresário identificou que o dinheiro tinha ido para a conta de uma jovem de 19 anos, moradora de Ribeirão Preto (SP). Como a transferência ocorreu à noite, o criminoso sacou pequenas quantias em caixas eletrônicos e não pôde movimentar todo o montante. A vítima conseguiu recuperar quase R$ 18 mil. Ele e o dono do Jeep registraram o boletim policial. “Com o boletim de ocorrência, o meu gerente entrou em contato com o banco da cidade paulista, pedindo o bloqueio da senha da jovem. Assim, congelamos o dinheiro e recuperei quase tudo. No entanto, ainda não estou satisfeito, pois saí no prejuízo”, lamenta.

Quadrilhas especializadas

A delegada da Difraudes, garante que qualquer pessoa pode cair nesse tipo de golpe, que tem crescido em todo o país. “Acreditamos que se tratam de quadrilhas especializadas, pois é uma ação bem articulada, que não levanta suspeita inicial nas vítimas”, sinaliza. A ação criminosa é minuciosa. “Primeiro, o estelionatário fala com o dono do veículo, se mostra interessado e pede mais fotos. Em seguida, cria o segundo anúncio e engana os compradores. Quando uma pessoa o procura para saber do carro ou da moto, ele passa o material adquirido com os proprietários. Depois, articula que a pessoa interessada no bem veja o produto”, detalha. Para evitar que as vítimas falem sobre a venda durante o encontro, o estelionatário inventa novas mentiras. Aos proprietários, o criminoso diz que irá adquirir o veículo para quitar dívida com a pessoa que irá ver o carro ou a moto. Para o comprador, que o bem está com um familiar. Com as desculpas, a delegada destaca que o bandido afirma que “não é preciso tratar do preço, pois é ele o responsável por essa parte.” As investigações acerca do golpe estão no começo e, portanto, ninguém foi identificado ou preso pelos crimes. Mas a apuração dos agentes indica que há a participação de criminosos de outros estados, que possivelmente contam com a ajuda de estelionatários do Distrito Federal. Em nota, a OLX garante condenar as ações criminosas que ocorrem no site, pois “vai contra as regras da empresa.” Ainda, frisa que a plataforma tem um botão de denúncia em todos os anúncios. Assim, qualquer pessoa pode expor práticas irregulares e conteúdos indevidos. “Identificada a irregularidade, a OLX conta com uma equipe especializada que atua sobre as denúncias, deletando os anúncios e banindo o mau usuário da plataforma”, destaca o texto.

Dupla suspeita de estelionato é presa depois de tentar trocar cheque em banco de Juiz de Fora

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28/02/2019

Nesta quinta-feira (28), um homem de 30 anos e uma mulher de 38, foram detidos suspeitos de estelionato em Juiz de Fora. Eles foram descobertos após o gerente de um banco reconhecer o criminoso e chamar a Polícia Militar (PM). Foram apreendidos R$ 4.529 em dinheiro, quatro celulares, onde constam conversas dos envolvidos no golpe e dois chips de telefonia. Também foram recolhidos cinco cheques, 19 cartões de banco, 17 documentos de terceiros, como Cadastro de Pessoa Física (CPF), Carteiras Nacional de Habilitação (CNH) e de trabalho, um caderno de contabilidade da quadrilha. O veículo usado pela dupla foi removido para o pátio credenciado. Segundo as informações preliminares da PM, o homem estava na agência bancária na Rua Oswaldo Aranha, tentando descontar um cheque de procedência ilícita no valor de R$ 4.890,50. No dia 21 de fevereiro, o mesmo homem sacou outro cheque no valor de R$ 4.980,80, que depois a instituição descobriu que era uma fraude. Os policiais abordaram o homem que confessou que fez o saque há uma semana, alegando que recebeu R$ 150 da mulher de 38 anos que o contratou para dirigir de Barroso a Juiz de Fora. Ela ofereceu mais R$ 50 para descontar o cheque na agência. O homem disse saber que o cheque era “proveniente de algum esquema”. A PM ainda informou que o autor tem passagens por estelionato, contrabando e furto.

Ele relatou que a mulher estava em uma rua próxima. Houve rastreamento e foi localizada no estacionamento do shopping no Bairro Cascatinha. Segundo a ocorrência, ela estava com o dinheiro, documentos e aparelhos celulares. Nos telefones, constam conversas e áudios de aplicativos sobre a forma de agir da quadrilha para realizar a fraude nos estabelecimentos. A mulher contou que entrou no “esquema” de cartões e outras formas de fraudes em agosto do ano passado por necessidade financeira. Os dois suspeitos foram detidos. Segundo a PM, eles fazem parte de uma quadrilha especializada em estelionato que atua na região de Juiz de Fora, Barbacena e Conselheiro Lafaiete.

Preso grupo que fraudava compra de celulares e revendia a preço baixo

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27/02/2019

Nesta quarta-feira (27), policiais civis do DF prenderam 13 pessoas que adquiriam, vendiam e adulteravam aparelhos celulares durante uma operação realizada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri). Os agentes identificaram duas organizações criminosas: uma que adquiria aparelhos com documentos falsos e dava o golpe na hora de pagar; e outra que adulterava e revendia celulares furtados. Todos serão indiciados por crimes de organização criminosa, receptação e lavagem de dinheiro. A pena pode chegar a até 10 anos de prisão. Os presos são acusados de venderem por preço abaixo do praticado no mercado os aparelhos telefônicos obtidos em grandes lojas varejistas, comprados na forma de crédito, com documentos falsos. Segundo o chefe da Corpatri, a loja levava o prejuízo, uma vez que depois o criminoso vendia o celular para outros lojistas, que compravam com descontos de até 40% abaixo do valor de mercado.

O delegado disse que uma carga de celulares também foi interceptada a caminho do município de Afogados da Ingazeira (PE). A outra organização criminosa comprava aparelhos roubados ou furtados e reprogramava a Identificação Internacional de Equipamento Móvel (IMEI) para que pudessem ser revendidos. Os criminosos vendiam em feiras peças dos aparelhos que não eram adulterados. Além dos 13 homens presos na capital federal, uma pessoa foi detida em Pernambuco e um indivíduo está foragido. As prisões ocorreram no Sol Nascente e em Ceilândia. Ao todo, a polícia cumpriu 14 mandados de busca e apreensão nas duas regiões. Entre os produtos fruto de atividades criminosas apreendidos estão cerca 50 celulares, oito carros, dois aparelhos de televisão, oito garrafas de uísque, além de R$ 12 mil em espécie. As investigações começaram em novembro do ano passado e se intensificaram em janeiro. O delegado garantiu que os policiais continuarão as operações de combate ao roubo e furto de celulares, principalmente no período do carnaval, de 2 a 5 de março.

Polícia Federal faz operação contra transferência irregular de títulos eleitorais no TO

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28/02/2019

Na manhã desta quinta-feira (28) em Oliveira de Fátima, mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos pela Polícia Federal , em operação contra crimes eleitorais. São investigadas irregularidades cometidas mediante transferência de títulos eleitorais com uso de documentos falsos. A operação foi chamada de Colheita II. Seis mandados foram expedidos pela 13ª zona eleitoral de Cristalândia. Ao todo, 24 policiais federais participam da operação. De acordo com a PF, o grupo atuava na falsificação de documentos que eram usados como comprovantes de endereço para transferência irregular de títulos eleitorais. A investigação teve início em julho de 2018.

Primeira fase

O mesmo esquema foi descoberto pela Polícia Federal no município de Lajeado durante a primeira fase da operação. Naquela ocasião, a investigação apontou que políticos transferiram centenas de títulos com a promessa de doação de lotes e atendimento médico.

Operação da PF desarticula esquema de fraude em financiamento de veículos no RN

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28/02/2019

Foi deflagrada nesta quinta-feira (28) pela Polícia Federal uma operação de combate à prática de crimes de associação criminosa, obtenção de financiamento de veículos mediante fraude e uso de documentos falsos. A ação, batizada de ‘Operação Godela’, cumpre três mandados de prisão preventiva, cinco de busca e apreensão domiciliar e cinco de busca e apreensão de veículos. Conforme a PF, as ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara da Justiça Federal nas cidades de Natal e Ceará-Mirim. Na ação, foram empregados vinte policiais federais. A investigação teve início no mês de janeiro, quando a Polícia Federal recebeu notícia-crime dando conta do financiamento de veículos com documentos falsos em uma loja de automóveis no bairro de Lagoa Seca, em Natal. Contudo, no decorrer das investigações foram reunidos elementos de prova relacionados a outras fraudes cometidas pelo mesmo grupo criminoso e um intervalo de menos de dois meses.

Carro de Estouro

O esquema, popularmente conhecido como ‘carro de estouro’ ou ‘carro finan’, consiste na aquisição de veículos mediante financiamento com utilização de documentos falsificados em nome de terceiros, que normalmente desconhecem a transação. As parcelas do financiamento usualmente não são pagas e os automóveis são revendidos por preços muito abaixo dos praticados no mercado. A investigação desse tipo de crime, anteriormente tipificado como estelionato, não cabia à Polícia Federal. Porém, a apuração passou para a PF a partir de meados de 2018, tendo em vista a consolidação de jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que entendeu tratar-se de crime financeiro. As medidas cumpridas nesta manhã têm por objetivo prender três investigados, coletar outras provas das práticas das infrações penais, identificar os demais membros da associação criminosa, além de apreender os veículos produtos do crime.

Suspeito de praticar mais de 30 crimes de estelionato é preso em Limoeiro

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26/02/2019

Nesta segunda-feira (25), um homem foi preso em Limoeiro, Agreste de Pernambuco, por suspeita de 30 crimes de estelionato aplicados em idosos. Segundo a Polícia Civil, o jovem, de 21 anos, se beneficiava da confiança depositada nele pelas vítimas, pois as conhecia desde a infância. Conforme o delegado titular da Delegacia de Machados, os idosos confiavam a senha da conta bancária e o cartão ao homem. Ele realizava empréstimos aos idosos para que fossem pagas parcelas de empréstimos anteriores. Além disso, ele antecipava o décimo terceiro salário dos aposentados e sacava ou transferia os valores para as contas bancárias dele ou da sua mãe. “A vítima possuía uma dívida que não sabia. Chegou a um ponto que o valor dos empréstimos não conseguia mais suprir ou pagar as parcelas dos empréstimos anteriores. Ele resolveu fazer vários empréstimos em curto prazo, além da antecipação do décimo terceiro salário de 30 aposentados”, diz o delegado. O prejuízo causado às vítimas ultrapassou os R$ 120.000.

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