Mulher perde R$ 3,6 mil ao cair no golpe do sequestro

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19/11/2014

Uma aposentada de 70 anos, perdeu R$ 3,6 mil ao cair no golpe do falso sequestro, na tarde de segunda-feira (17), em Hortolândia. Bandidos contataram a vítima, simularam estar com a filha dela e a induziram a transferir o valor, pago em três parcelas. O golpe só foi descoberto porque, além do dinheiro, os golpistas tentaram conseguir créditos de celular. Ninguém foi preso. O primeiro contato dos golpistas foi feito por volta das 12h30 no telefone fixo da aposentada. Segundo ela, uma voz masculina fez ameaças dizendo estar com a filha dela, uma mulher de 36 anos moradora em Barão Geraldo, em Campinas. “Diziam que iriam matá-la se eu não depositasse o dinheiro”, contou a aposentada, informando que, a princípio, os golpistas pediram R$ 50 mil pelo suposto resgate. “Eles mandaram eu tirar o telefone do gancho, então saí desesperada de casa para ir fazer os depósitos”, ressaltou a vítima. “Colocaram uma mulher chorando na linha dizendo que eu poderia pagar o quanto tivesse”, explicou. A vítima foi a uma lotérica da região central de Hortolândia, onde fez dois depósitos de R$ 1,5 mil cada em duas contas distintas. Ela foi induzida a fazer um terceiro depósito de R$ 600, totalizando prejuízo de R$ 3,6 mil. Não satisfeitos, os golpistas pediram, ainda, recargas de celular. Nesse momento que o golpe foi descoberto. A aposentada telefonou para a filha, que trabalha numa escola, em Campinas, e soube que ela passava bem, por volta das 16h. Ela foi ao plantão policial registrar o caso na noite do dia 17. A vítima lamentou o golpe. “Era a única economia que eu tinha, juntando mês a mês. Dinheiro que meu marido me deixou quando morreu.” O caso foi registrado como estelionato no plantão policial. A investigação será conduzida pela Delegacia de Hortolândia.

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Fonte: Todo Dia

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Professor com mais de 70 atestados médicos cumpriu pena por estelionato

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19/11/2014

Cumpriu pena em regime aberto até o início deste ano pelo crime de estelionato, um professor de Biologia, exonerado sob suspeita de exercer a função com diploma falso em Joinville, no Norte catarinense. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), desde 2012, ele acumulava mais de 70 atestados médicos e, por isso, faltava às aulas. No final do mesmo ano, ele começou a prestar serviços comunitários. O homem foi exonerado neste mês e atuava há 10 anos na rede pública estadual. Conforme sentença dada em 22 de novembro de 2012, E.C.D. foi condenado à pena de 1 ano e 3 meses de reclusão em regime aberto, além de prestação de serviços comunitários e pagamento de cestas básicas. Segundo testemunhas da ação, o professor se apresentava como advogado para uma comunidade em Guaramirim e cobrava para ajudar as pessoas em procedimentos de aposentadoria. Os valores pedidos por ele variavam entre R$ 250 e R$ 300. Conforme o advogado dele, o professor não se apresentava como advogado e fazia processos administrativos para ajudar a comunidade em Guaramirim. Em 2014, a Justiça catarinense acatou uma denúncia do MPSC na qual informava que o suspeito lecionava com diploma falsificado. Em maio deste ano, a 13ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville abriu uma investigação para apurar a suposta prática de ato de improbidade do professor. Simultaneamente, uma ação civil pública foi aberta para responsabilizar o homem pelas aulas não dadas. Em novembro deste ano, o juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Joinville, concluiu que o homem usou de “diploma de graduação fajuto para inscrever-se como professor da rede pública estadual”. A diretora de uma Escola de Educação Básica, disse que todos os atestados apresentados eram de curto prazo, de um a quatro dias, das mais diversas doenças, de resfriado a dor na coluna. Ela explicou que o Estado só fornece professor substituto quando a ausência do professor for acima de 15 dias consecutivos. Com o entendimento da fraude, a Justiça obrigou o afastamento não remunerado do servidor, que, em novembro, solicitou a sua exoneração. Entretanto, pelo último entendimento do mesmo juiz, não há obrigação do Estado de reposição das aulas perdidas ou de reposição das aulas lecionadas pelo professor não-qualificado. Cabe recurso da decisão.

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Fonte: G1

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Idoso cai em golpe e perde cerca de R$ 10 mil em Araxá

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19/11/2014

Na tarde desta terça-feira (18), foi vítima de um golpe um idoso de 70 anos, ele perdeu R$ 10 mil  em Araxá, no Alto Paranaíba. Segundo a Polícia Militar, a vítima caiu no golpe conhecido como “bilhete premiado”. Dois suspeitos, ainda não identificados, fugiram e ainda não foram localizados. Em depoimento, a vítima contou à PM que foi abordada por um dos suspeitos que lhe disse que tinha um bilhete da quina que estava premiado, porém havia perdido todos os documentos e não tinha como receber o prêmio. Neste momento, o outro suspeito se aproximou e disse que iria ajudar. Os três foram ao Centro e um dos suspeitos disse que iria até o banco. Em seguida, ele voltou com um envelope dizendo que dentro dele havia dinheiro. Neste momento, a vítima foi até outra agência e sacou R$ 10 mil. O idoso entregou o dinheiro e trocou por um suposto bilhete premiado. Quando a vítima se deslocava até o banco para retirar o suposto prêmio, o suspeito disse que iria buscar documentos, mas fugiu. Os criminosos ainda não foram localizados.

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Fonte: G1

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Duas pessoas são vítimas de golpe a cada cinco minutos no Brasil

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18/11/2014

A cada cinco minutos, duas pessoas são vítimas de golpes ou fraudes no Brasil. Nessa época do ano a atenção tem que ser redobrada, pois a ação dos golpistas é ainda maior. No fim do ano tem o pagamento do 13º salário, há mais dinheiro em circulação e mais gente nas ruas fazendo compras. O tablet anunciado em março na internet era um verdadeiro achado para um auxiliar administrativo. “Custava R$ 25 no site. No mercado, custava por volta de R$ 900”, conta. Ele achou a oferta tão boa que comprou dois tablets, um para ele e o outro para a mulher. Foi uma pechincha, o problema é que os produtos nunca chegaram e a empresa desapareceu da internet: “Quando eu entrei no site deles e descobri que o pedido estava cancelado, eu entrava em contato e eles diziam que não constava mais o pedido no site”. Ele não registrou queixa em nenhum órgão de defesa do consumidor porque, de acordo com ele, o valor que perdeu era muito baixo e não valia, mas é exatamente isso que os criminosos querem: tirar pouco dinheiro para não chamar a atenção. “Eles querem pegar números pequenos, valores pequenos, mas dar golpes em uma maior quantidade de pessoas. O golpista vai ganhando de pouquinho, mas sempre”, explica o presidente de um site de reclamações. O golpe do site de compra falso é um dos três golpes mais comuns no fim de ano. Os golpistas anunciam produtos bem baratos como, por exemplo, uma televisão que custa R$ 2 mil e é vendida por R$ 1.100. O consumidor compra, mas, é claro, não recebe. Em 60 dias, o site é desativado. O golpe do empréstimo também é famoso. Os criminosos criam “financeiras falsas” e oferecem crédito na praça. Como garantia, os bandidos exigem um valor do cliente, o que eles chamam de “taxa de contrato”, normalmente 5% a 10% do valor do empréstimo. Quando a pessoa deposita o dinheiro em uma conta corrente passada por eles, os bandidos desaparecem com a quantia.

Dicas para comprar pela internet com segurança:

- Evite usar redes wi-fi públicas, a conexão sem fio que não pede senha. Os ladrões podem redirecionar o seu acesso para sites falsos e roubar os seus dados.
– Na hora de finalizar a compra tem que aparecer: “https” e um cadeado. Isso significa que a loja é verdadeira.
– Confira se há reclamações da loja virtual. É só consultar órgãos de defesa do consumidor, que têm essas informações.
– Mantenha o antivírus atualizado. Ele é a sua proteção e não vai deixar os bandidos invadirem o seu computador.

Depois do golpe

Quem for vítima do golpe em que os bandidos roubam os documentos com dados pessoais precisa que resolver logo a situação para evitar que o problema cresça. O primeiro passo é procurar a polícia e registrar um boletim de ocorrência, por roubo ou furto. Isso é fundamental para se proteger caso os documentos sejam usados por alguém, em um golpe, por exemplo. Em seguida, a vítima precisa avisar os serviços de proteção ao crédito e apresentar o boletim de ocorrência para tentar evitar que os seus documentos sejam usados em compras. Alguns serviços de proteção ao crédito contam com um recurso, onde o consumidor se cadastra para receber mensagens pelo celular toda vez que seu CPF for consultado.

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Fonte: G1

Fique ligado. Dicas do BrSafe para evitar essa modalidade de fraude.

Mulher perde R$ 498 ao cair em golpe pelo telefone em Piracicaba

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18/11/2014

Foi vítima de um golpe de estelionato uma terapeuta de 53 anos, na tarde de segunda-feira (17) e perdeu R$ 498, em Piracicaba (SP). Ela recebeu a ligação de um homem que se identificou como gerente de uma empresa de telefonia e disse que ela havia sido sorteada para ganhar R$ 120 mil. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima conversou por telefone com o rapaz que se identificou como R.L.S. Ele disse à mulher que ela deveria depositar uma certa quantia em uma conta bancária para poder receber o depósito dos R$ 120 mil. A terapeuta efetuou o depósito de R$ 498 em uma conta bancária da cidade de Pacajus (CE). Depois, o estelionatário ligou novamente e pediu que ela tivesse calma e que já depositaria R$ 60 mil na conta bancária dela, mas ela não recebeu o dinheiro. Por volta das 23h, quando percebeu que havia sido lesada, a terapeuta procurou a Polícia Civil.

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Fonte: G1

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Homem cai em golpe do envelope vazio e transfere veículo de R$ 31 mil

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18/11/2014

Nesta segunda-feira (17), um morador de Carlinda  registrou boletim de ocorrência na Polícia Militar, denunciando ter perdido um caminhão, ano 1990, avaliado em R$ 31 mil, para um estelionatário, no golpe do “envelope vazio”. O golpe consiste em depositar um envelope sem dinheiro, mas com valor preenchido, e mostrar o comprovante ao vendedor. Como não há nada dentro, o banco não processa o depósito. Conforme consta do documento policial, um jovem de cerca de 25 anos apareceu naquela cidade, na sexta-feira (14), e fez proposta de compra do veículo. O proprietário do caminhão relatou que inicialmente não pretendia dispor do bem, mas depois aceitou o negócio no valor proposto. Conforme a vítima do golpe, o rapaz ligou para outra pessoa, que estaria no município de Nova Monte Verde, para que aquele realizasse o depósito na conta bancária indicada. Mas como já havia encerrado o expediente bancário, o dono do caminhão acreditou apenas no comprovante de depósito e efetuou a transferência do bem. Nesta segunda-feira, quando foi conferir o saldo na conta corrente, o vendedor descobriu que havia caído no manjado golpe do envelope vazio. Ele registrou a ocorrência e espera investigação policial para tentar recuperar seu caminhão.

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Fonte: Olhar Direto

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Quadrilha usa bluetooth para clonar cartões de chip e movimenta milhões

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16/11/2014

Algo que nunca havia acontecido antes passou a ocorrer. Existem quase 194 milhões de cartões de crédito e débito no Brasil. O país é pioneiro no uso do chip, que é uma tecnologia considerada super segura, mas bandidos conseguiram quebrar essa barreira de segurança e cartões com chip começaram a serem clonados. A.A.da Silva e B.A.da Silva. O mesmo sobrenome não é uma coincidência. Eles são irmãos, gêmeos idênticos. E parceiros no crime.

B.Silva: Tô naquele trampo do chipzinho, tá ligado?
Homem desconhecido: Tô ligado
B.Silva: Aquele que tu insere bonitinho e vai embora.

De acordo com a Polícia Civil do Rio, A. e B. chefiaram uma quadrilha até a última terça-feira. Eles criavam cópias perfeitas de cartões de crédito e débito e conseguiam fazer compras e saques fraudulentos.

Reportagem: Houve então a clonagem desses cartões com chip?
Delegado: Há fortes indícios de que essa quadrilha de carders conseguiu a clonagem.

O Brasil é considerado um dos pioneiros em sistemas de segurança contra clonagem de cartões e as fraudes também costumam chegar primeiro por aqui. Não é de hoje que cartões são clonados. Muita gente deve se lembrar do ‘chupa-cabra’. Aquele equipamento instalado por golpistas em caixas eletrônicos para roubar dados dos cartões. Para acabar com a farra dos ‘chupa-cabras’, foi criado o chip. Um microprocessador, parecido com o processador do computador, só que bem menor, que consegue receber e repassar informações de forma segura. Os chips armazenam dados criptografados, ou seja, informações embaralhadas por um sistema que apenas os bancos conseguem decifrar. Mas pela primeira vez essa tecnologia sofisticada foi violada. E não só pelo bando dos gêmeos. É algo que já acontece em outros pontos do Brasil. Um vídeo obtido, com exclusividade, mostra o momento em que um delegado da Polícia Civil de Curitiba e um perito de uma operadora de terminais de pagamento analisam o material apreendido em uma operação. “Um técnico de uma instituição financeira veio até aqui a delegacia e comentou conosco que aqueles equipamentos ali já estavam aptos a burlar aquele sistema de segurança dos chips dos cartões bancários”, conta o delegado. Os bandidos se preocupavam somente com o chip. A tarja magnética desses cartões era apenas um enfeite. “Então ele pintou o lugar da tarja magnética, e aí você não lê nada”, diz o técnico de uma instituição financeira para o delegado Marcelo Oliveira. As fraudes em nosso país acenderam um sinal de alerta nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, que estão em fase de adoção dos cartões com chip. Um professor da universidade de Londres e um dos maiores estudiosos em tecnologia de transações bancárias, confirma: “Existem relatos de cidadãos americanos, que viajaram ao Brasil e tiveram seus cartões clonados lá. Cada país tem uma fraude diferente. Mas esses criminosos trocam informações entre eles. Se tem uma fraude na Inglaterra ou na França, ou ela já está acontecendo no Brasil ou vai acontecer muito em breve”, diz o professor. Essa troca de informação entre os criminosos é tão grande que, na internet, eles até brincam com cartões clonados. A quadrilha dos gêmeos foi desarticulada há poucos dias. Imagens mostram o fim de uma investigação feita pela Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio. Dos 17 mandados de prisão, 10 foram cumpridos. Mas apenas um dos gêmeos, B.A.da Silva, está na cadeia. O outro gêmeo, A.A.da Silva, continua foragido. Segundo o delegado, nos últimos oito meses, os bandidos movimentaram, no mínimo, R$ 4 milhões. Compraram carros e muito mais. Um dos gêmeos, o B., comprou uma casa, em um condomínio na Zona Oeste do Rio há pouco tempo. Pagou R$ 840 mil pelo imóvel. As investigações mostraram que tanto o dinheiro dessa negociação, quanto o usado para a reforma, vieram da clonagem de cartões. Uma casa confortável, de dois andares, com piscina, quatro quartos e toda mobiliada. Mas como funcionava o esquema dos gêmeos que clonavam cartões com chip? Um hacker, especialista em quebrar códigos de segurança na internet, que ainda não foi identificado pela polícia, ensinava como a quadrilha deveria agir.

B.: E aí, diretor, beleza?
Hacker: Eu vou colocar o sistema no seu computador, para você fazer só com a do meio.

De acordo com os investigadores, “meio” se refere ao lugar onde o cartão com chip é inserido. O grupo adulterava máquinas de pagamento que depois eram deixadas, principalmente, em restaurantes de luxo. Garçons eram convencidos a participar do golpe, substituindo a máquina normal pela adulterada.

Al.: Então, tem um garçom que falou que troca uma pela outra. 
B.: Dá na mão dele então. Fala que vai dar R$ 1 mil para ele botar amanhã.

A reportagem teve acesso exclusivo a imagens e interceptações telefônicas feitas com autorização da Justiça. Eles encontram o garçom em um posto de gasolina.

Gêmeo: Aqui, olha para cá ô… Aqui ó…
Garçom: Tá onde?
Gêmeo: Aqui, olha para frente, aqui!

Depois de receber a máquina adulterada, o garçom entra no shopping e vai até o restaurante. Sem que ninguém desconfie, a máquina normal é substituída pela adulterada. A partir daí, quem almoçou ou jantou nesse restaurante e inseriu o cartão naquela máquina teve os dados copiados. Dias depois, os gêmeos voltam ao local e têm acesso às informações. A máquina nem precisa ser recuperada. Tudo é repassado via bluetooth, a tecnologia que permite a transferência de dados entre aparelhos que estão próximos. No caso, um computador ou um celular. “Antigamente a instalação de um ‘chupa cabra’ e a retirada de um ‘chupa cabra’ de um caixa eletrônico, de um banco, exigia a presença física da pessoa. Então facilitava a prisão, as câmeras. Hoje em dia, com bluetooth, ele instala e fica tomando um chope na praça de alimentação captando os dados”, explica o delegado.

B.Silva: Localizou já o bluetooth?
W.S.s: Já, mas não tem lugar para sentar.
B.Silva: Faz aí de fora mesmo, pede um chope.

Com os dados armazenados, os gêmeos saem do restaurante e caminham tranquilamente pelo shopping. A diversão dos bandidos estava garantida. Davam festas em camarotes com direito a chuva de champanhe. Durante a noite, esbanjavam dinheiro para usar com garotas.

B.Silva: Tem R$ 5 mil aí pra me dar? R$ 5 mil.
W.A.: Eu tenho que ir em casa ainda.
B. S.: Desenrola cinco conto pra mim aí… Arrumei uma p… aqui.

E durante o dia, a farra com o dinheiro dos outros continuava.

W. S.: Ah, já comprei televisão, telefone.
B. Silva: Mais muita coisa?
W. S.: Ah, comprei um telão de 40.

Para o delegado responsável pela operação que prendeu a quadrilha dos gêmeos, o golpe é lucrativo, mas… “Dinheiro que vem fácil, costuma ir fácil né? É uma forma meteórica de ascensão social, sem esforço, sem trabalho, só utilizando fraude. Nesse caso, não acabou nem um pouco bem”, diz. Em nota, o advogado dos gêmeos informou que teve acesso a parte do inquérito só na sexta-feira (14) e que, por enquanto, não pode fazer maiores comentários. Especialistas afirmam que o chip, de fato, ainda é uma opção muito segura, apesar da aparente facilidade com que os bandidos fizeram a fraude. Mas para que ele seja 100% confiável, recomendações internacionais de segurança precisam ser seguidas. “Na verdade, o chip em si não é a chave do problema. Ou seja, as instituições que implementaram todas as recomendações de segurança não têm esse problema. As instituições, e não são poucas tanto no Brasil como no exterior, que não fizeram isso, podem estar vulneráveis sim a ação desse tipo de vulnerabilidade”, alerta. Um especialista em fraudes bancárias explica que o chip é como uma casa que precisa de segurança para não ser invadida por ladrões. “A casa está segura, não dá para entrar na casa. Ladrão entra se não tem polícia na rua. Normalmente, naquela rua deveria ter polícia, controle. Quando tem guarda, o sistema todo está seguro, porque ninguém entra na porta, porque tem guarda aí controlando. No caso, o que aconteceu é que algumas instituições implementaram ruas sem guardas ou com poucos guardas”. Essa falha de segurança atingiu um número ainda não conhecido de consumidores desde o início do ano. De lá para cá, quem foi vítima do golpe, diz ter ouvido dos bancos que essa fraude era impossível de acontecer. “O banco disse inicialmente que iria investigar, pediu pra eu aguardar alguns dias e aí eu retornei após essa data para saber o que houve e eles me passaram essa informação de que, como o cartão tem chip e tem senha, a responsabilidade é do usuário do cartão”, conta um analista de sistemas. “A fraude só foi possível para situações em que o chip não estava implementado com a segurança máxima. Os grandes bancos do sistema financeiro iniciaram a implementação do chip com a segurança máxima desde o início. Os bancos que não haviam implementado esse sistema de segurança completo, o fizeram ao longo de 2014”, afirma o diretor da Federação Brasileira de Bancos.

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Fonte: G1

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