Em novo golpe, criminosos enviam boletos falsos por SMS. Saiba como se proteger

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15/04/2019

Comparecer ao banco para pagar uma conta já é, praticamente, uma cena do passado. Hoje, esse serviço está ao alcance de poucos toques no seu smartphone graças aos aplicativos bancários, que conquistam os clientes pela praticidade e suas múltiplas funcionalidades. No entanto, junto às inovações, vêm também os cibercriminosos, que aproveitam o cenário para aplicar fraudes e enganar os consumidores. O golpe da vez, por exemplo, envia boletos falsos às suas vítimas via SMS – e pode parecer bem real à primeira vista. Centenas de vítimas relataram o recebimento destes boletos enganosos em um site de reclamações. Foi o que aconteceu com um estudante, que viu uma cobrança exorbitante com um código de barras digitado em sua caixa de mensagens. “Chamou a atenção o valor elevado. Eu já fui cliente NET e teria que ter aos menos uns 7 contratos para pagar tanto assim em uma mensalidade. Sem contar que a mensagem está muito mal escrita”, conta. Os títulos de pagamento costumam vir em nome de empresas prestadoras de serviço, principalmente do segmento de telefonia e televisão por assinatura. No caso de uma jornalista, a fatura falsa recebida tinha valor idêntico à “verdadeira” que ela precisava pagar, e ela só não caiu no golpe porque reconheceu que o canal oficial de comunicação da empresa não era o SMS. Ela conta ainda que, em outro episódio, o que entregou a fraude na mensagem falsa foi o link para acesso ao boleto.

Como se proteger?

Para um especialista em tecnologia e segurança mobile, as potenciais vítimas devem se ater aos detalhes para não cair em golpes. “Muitas vezes a pessoa que recebe esta cobrança nem chega a ter vínculo contratual com a falsa fonte cobradora. Mas, se tiver, ela pode observar outros pontos, como: a grafia da mensagem, o número de origem e suspeitar de URLs encurtadas, pois elas são um forte indício de golpe”, alerta. O especialista aponta que os golpes podem ser mais sérios do que parecem e deixar um prejuízo ainda maior. “Algumas destas mensagens vêm com links para que a vítima acesse e consiga visualizar o boleto. Neste momento é aberta uma nova janela, onde o criminoso instala um vírus, capaz de roubar senhas bancárias e de serviços online. A partir de então, eles podem clonar os cartões e fazer compras pela internet. Por isso nunca abra links não confiáveis”, orienta.

PM de Pará de Minas divulga alerta sobre golpe envolvendo cartões bancários

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08/03/2019

A Polícia Militar (PM) emitiu na sexta-feira (08) um alerta sobre um golpe envolvendo cartões bancários em Pará de Minas. Conforme a PM, uma mulher de 32 anos foi vítima de uma tentativa do golpe na cidade e, por pouco, não deu dinheiro aos criminosos. Os militares informaram que a mulher contou que recebeu uma ligação no telefone fixo de casa e, ao atender, a pessoa se identificou como um representante do banco em que ela tem conta e afirmou que alguém havia feito uma compra fraudulenta no cartão de crédito. O valor seria superior a R$ 3 mil. A mulher afirmou à polícia que o homem a ordenou para que cortasse o cartão de crédito e a entregá-lo, picado, a um representante do banco, que iria até a casa dela para recolhê-lo. Além disso, ela teria que entregar uma carta, escrita de próprio punho, solicitando o bloqueio do cartão. A mulher foi então orientada a desligar o telefone e ligar em um número 0800, que seria o telefone do banco. Ela seguiu as orientações e, ao ligar para o telefone indicado, uma outra pessoa confirmou a versão contada pelo primeiro interlocutor e pediu que a vítima confirmasse alguns dos dados que, segundo a mulher, já estavam na posse do atendente e fizeram ele ter mais credibilidade junto à ela. A mulher afirmou ter sido alertada por amigos sobre o golpe e, então, foi até a agência bancária em que tem conta. Lá, foi informada que a instituição não havia feito nenhuma ligação para ela e que o fato se tratava de um golpe. Segundo a PM, após isso a mulher ligou para a mãe, que pediu que ela não entregasse o cartão cortado para qualquer pessoa que chegasse à residência. A vítima relatou que após avisar a mãe sobre o golpe, ela afirmou que um homem foi até a casa dela e, depois de a mãe negar entregar o cartão para ele, uma pessoa suspeita ficou nas redondezas do imóvel com outros dois homens, em um carro. A mulher não sofreu nenhum prejuízo. A PM ressaltou que é importante que as pessoas tenham atenção neste modo de ação de criminosos e orienta que a população se mantenha em alerta quanto a golpes destes tipos e outros que geralmente são aplicados por telefone. Outra dica é para que ninguém passe nenhum dado pessoal ou faça depósitos em dinheiro sem antes checar a autenticidade da fonte das ligações.

Mulher de 63 anos perde ao menos R$ 73,6 mil em golpe do ‘bilhete premiado’

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22/02/2019

Na manhã desta quinta-feira (21), em Presidente Prudente (SP), uma idosa, de 63 anos, perdeu ao menos R$ 73,6 mil no golpe do “bilhete premiado”. Conforme o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, a vítima contou que fez cinco transferências bancárias para uma conta, que no total somam R$ 73.680. Além disso, ela diz ter ido a “várias agências bancárias” com dois golpistas e a uma casa de câmbio localizada em um shopping da cidade, onde sacou dólares. No boletim de ocorrência não consta se ela sacou dinheiro dessas “várias agências bancárias”, nem diz o valor, em dólar, que ela entregou aos farsantes.

Passo a passo do golpe

Informações extraídas do boletim de ocorrência.

1. Vítima é abordada por um estranho, que se identifica como “PT”, no calçadão de Presidente Prudente. Ele diz a idosa que tem um bilhete premiado da Mega Sena, no valor de R$ 1,6 milhão. Ele afirma a idosa que, se ela ajudar a receber o prêmio, será “premiada” recebendo R$ 120 mil.

2. Surge o segundo criminoso, que passa a acompanhar a conversa. Ele “comprova” que o bilhete é realmente premiado.

3. Os dois então, passam a convencer a vítima de que, para receber os R$ 120 mil, ela precisa sacar um dinheiro da sua conta e entregar a eles, para provar que ela “era uma pessoa boa e confiável”.

4. A vítima e os dois bandidos vão, de carro (de um dos autores), a várias agências bancárias e a um shopping de Presidente Prudente. No centro comercial a idosa sacou dólares e deu aos estelionatários. A quantia entregue não foi informada. Não consta, no BO, se ela sacou dinheiro nessas “várias agências bancárias” percorridas pelos três.

5. Em cinco transferências bancárias, feitas eletronicamente, a vítima transfere R$ 73.680 para uma conta bancária indicada pelos golpistas.

6. Os autores levam a vítima até casa dela para pegar um comprovante de residência, e enfim, depositar os R$ 120 mil prometidos. Eles informam que para receber o valor ela precisa abrir uma conta em um banco.

7. Ao sair da residência, a vítima não vê mais os dois homens. E percebe que caiu em um golpe.

Mulher perde R$ 1,1 mil em golpe do falso empréstimo

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05/02/2019

Uma moradora de Sebastianópolis do Sul (SP) fez contato com supostos representantes de uma financeira através da internet e acabou perdendo R$1.180,12 no golpe do falso empréstimo. Dois golpistas trocaram várias mensagens com a vítima, até concluírem um falso empréstimo de R$5.890,12. Eles enviaram foto de um comprovante de transferência bancária do valor do empréstimo supostamente depositado na conta da mulher, porém ela não conseguiu sacar. A imagem enviada mostrava o valor bloqueado. Os criminosos exigiram o pagamento inicial de R$ 290,00 para o “contrato”, e mais dois depósitos de R$445,06 para o suposto “desbloqueio” do dinheiro. Ao descobrir que era golpe, procurou a Polícia Civil e registrou uma ocorrência. Ela forneceu cópias do contrato enviado pelo aplicativo de celular, além das conversas e os números dos celulares dos picaretas. Os aparelhos tem código de operação de São Paulo, mesmo local da sede da empresa.

COMO FOI O GOLPE:

  • A vítima pesquisou na internet uma financeira para empréstimo pessoal;
  • Ela clicou em um site e preencheu uma proposta;
  • Logo em seguida começou a receber mensagens no celular, até efetuar os depósitos;

COMO FUNCIONA:

  • Segundo policiais e consultores em segurança digital ouvidos pela reportagem, esse tipo de golpe é aplicado até mesmo por detentos de penitenciárias;
  • Eles utilizam indevidamente nome de empresas idôneas, ou ainda abrem empresas apenas de “fachada”;
  • No caso relatado, a pesquisa do CNPJ indica que a empresa existe e está ativa e registrada na Receita Federal como atividades de teleatendimento e holdings de instituições não-financeiras. O perfil do contato do WhatsApp também é falso;
  • Nesse caso, as fotos são “roubadas” de pessoas comuns, nas redes sociais;
  • As contas utilizadas para os depósitos feitos pelas vítimas também são fraudadas, muitas vezes até de pessoas mortas, ou que tiveram dados roubados e nem sabem;
  • No caso da vítima de Sebastianópolis, os depósitos foram feitos em contas de três mulheres;
  • O alerta dos especialistas é que as pessoas procurem instituições bancárias ou financeiras com sedes físicas, o que reduz o grau de risco nas contrações.

BH tem um caso de estelionato por hora; por dia, ocorrem 100 registros em Minas

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18/01/2019

Apelo emocional, boa comunicação, ganância e astúcia. Essas são algumas das características atribuídas aos autores de um dos crimes mais comuns em Belo Horizonte: o estelionato. Cerca de 27 golpes são registrados por dia na capital, média de pelo menos um por hora. De janeiro a novembro do ano passado foram 8.982 delitos, quase 250 a mais na comparação com igual período de 2017. Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Na quinta-feira (17), uma mulher de 54 anos foi presa suspeita de realizar falsas campanhas que ajudariam pessoas carentes. Ela dizia às vítimas que iria adquirir cadeiras de rodas e preparar sopas para doar a asilos. Para validar as atitudes, emitia notas fiscais frias. O artifício utilizado para cometer o crime chama a atenção. Normalmente, segundo as forças de segurança, os golpes são feitos para pegar quem quer tirar proveito de alguma situação. Ao contrário deste caso, no qual as pessoas foram enganadas pela boa-fé. Conforme a Polícia Civil, a mulher também falsificava assinaturas de cheques de uma empresa de condomínios, onde era gestora financeira. O prejuízo, segundo a corporação, foi superior a R$ 290 mil, entre 2015 e 2017.

Desinformação

“O estelionato é o retrato fiel da desinformação, em que as pessoas acreditam em tudo, e acabam não checando as coisas”, afirma um delegado da Polícia Civil. “O aproveitador tira vantagem de quem quer vantagens, caindo em golpes que podem ser bobos, como o do bilhete premiado”, acrescenta o policial, que é titular da delegacia de plantão da região do Barreiro. Porta-voz da Polícia Militar, um major diz que os estelionatários abusam do sentimento para atrair as vítimas. “Eles utilizam meios de persuadir, apelam emocionalmente e também induzem à ganância”, explica. A dica, reforça o oficial, é duvidar. “Faça o caminho inverso, procure outros contatos, mas não acredite, de imediato, no que estão oferecendo”. Conforme o major, a PM atua na operação de flagrantes e de forma preventiva. Já as investigações, na maioria dos casos, são feitas só após denúncias anônimas ou das próprias vítimas. “Isso ocorre porque o estelionato mais comum acontece em situações corriqueiras. É como o furto, é difícil monitorar até que ele aconteça. O trabalho da Polícia Civil consiste em achar quem lucra e abastece os pequenos estelionatários”, explicou o delegado do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp).

Ler a notícia na íntegra

Fonte: Hoje em Dia

Fique ligado. Dicas do BrSafe para evitar essa modalidade de fraude.

Polícia prende quadrilha suspeita de aplicar ‘golpe do cartão’ em São José

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05/12/2018

A polícia apreendeu celulares e equipamentos eletrônicos — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Oito pessoas, sendo quatro homens e quatro mulheres, foram presas suspeitas dos crimes de uso de documento falso, estelionato e associação criminosa. Eles teriam aplicado o “golpe do cartão quebrado” ou “golpe do motoboy”. As prisões foram feitas pela Polícia Civil, nesta terça-feira (04), em São José, na Grande Florianópolis. A investigação era realizada há cerca de um mês. No local onde os suspeitos foram presos funcionava uma central, de onde partiam as ligações e eram reunidos os cartões bancários obtidos ilegalmente. A polícia apreendeu documentos, cartões bancários, dinheiro em espécie, cadernos de anotação, celulares e equipamentos eletrônicos.

O golpe

Conforme as investigações, um dos criminosos, se passando por um funcionário da Central de Segurança do Banco, ligava para as vítimas perguntando se elas reconheciam uma compra fictícia por cartão de crédito. Ao responder que não, o suposto atendente afirmava que o cartão de crédito tinha sido clonado, sendo necessário ligar para o número telefônico que estava no verso do cartão, para serem feitos procedimentos de segurança. Os criminosos mantinham a linha “presa” e após a vítima digitar o número de atendimento do banco, outro comparsa entrava em cena. A vítima acreditava, então, ter ligado para o banco. O comparsa confirmava alguns dados pessoais e dizia que, para fazer o cancelamento, era necessário que a vítima digitasse no teclado numérico a senha usada nos terminais de autoatendimento. Então eles captavam o número usando um equipamento específico. Em seguida orientavam as vítimas a quebrarem o cartão e diziam que um motoboy iria buscá-lo. De posse do cartão e senhas das vítimas, praticavam fraudes.

Veja orientações da polícia para evitar esse tipo de golpe:

  • Não fornecer a senha usada nos terminais de autoatendimento. Nos contatos telefônicos, os bancos exigem outra senha específica para esse fim;
  • Não entregar o cartão bancário para terceiros. Os bancos não prestam esse tipo de serviço.

Outras prisões

Na última quarta-feira (28) dois homens já haviam sido presos em flagrante pela falsificação de documento e estelionato. Eles seguem detidos pela conversão do flagrante em prisão preventiva. Até o momento 10 pessoas foram presas pela prática desses crimes. Segundo a Polícia Civil, ainda não é possível mensurar os valores obtidos nos crimes, nem o número de vítimas.

Número de vítimas de golpes pela internet cresce em Palmas; saiba como se proteger

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14/10/2018

Só no Primeiro Distrito Policial da capital foram registrados sete boletins de ocorrência em dois meses. Um golpe que está se tornando comum é quando uma pessoa aparece para intermediar a venda e a compra de um item anunciado na internet. Foi assim que um produtor agrícola, que precisava de uma máquina para plantar soja, perdeu R$ 30 mil. Ele depositou o dinheiro na conta de um estranho, mas que foi autorizada pelo vendedor. Os casos estão sendo investigados. O delegado responsável alerta para que as pessoas não façam negócios com intermediadores.

“Se o preço do produto está muito abaixo do valor de mercado, desconfie. Se há um terceiro que está intermediando, veja bem, você tem o comprador e o vendedor, ao invés deles conversarem, eles admitem que um terceiro controle toda a negociação. Aí sim você está caindo em um golpe”, diz.

Um auxiliar de manutenção escapou de um golpe por pouco. Graças a experiência no uso da internet. Ele conta que há poucos dias, quando colocou um celular para vender em um site, rapidamente apareceram vários interessados. “Eu entrei em contato com ele via WhatsApp e ele me pediu detalhes do celular.” Sem comprovar o pagamento, o suposto comprador insistiu bastante para que o aparelho fosse enviado para um endereço em São Paulo. Na tentativa de convencê-lo, o homem enviou o e-mail com o slogan de um site de compra e venda confirmando o pagamento, mas na hora, o vendedor notou que era falso. “Se não fosse a minha atenção, eu teria caído porque na hora eu notei que não era do próprio site”, afirma.

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