Suspeitos de fraude no INSS tinham padrão de vida acima da renda, diz PF

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06/10/2016

Foi divulgado pela Polícia Federal que a quadrilha suspeita de fraudar a Previdência Social usando documentos falsos conseguiu mais de 60 benefícios de maneira irregular. Conforme as investigações, o grupo, formado por 12 pessoas, tinha um padrão de vida muito acima com a renda que tinham, já que a maioria deles trabalhava como autônomo. Ao todo são cumpridos 12 mandados de prisão, 8 de busca e apreensão e 2 de condução coercitiva nos estados de Goiás, Piauí, Mato Grosso e Distrito Federal. As investigações começaram em 2014 após uma denúncia de fraude. Ao todo, o grupo conseguiu obter 62 benefícios sociais, como auxílio doença e amparo social ao idoso. A polícia disse ainda que a quadrilha também deu entrada em seguros-desemprego também usando documentos falsos. O prejuízo é de aproximadamente R$ 2,3 milhões aos cofres públicos. “Os integrantes são nascidos no Piauí e no Maranhão e falsificavam certidões de nascimento desses estados com nomes falsos para, nos institutos de identificação, darem entrada em RGs, CPFs, títulos de eleitor e, assim, solicitar os benefícios nas agências do INSS”, disse o chefe da Assessoria de Pesquisa Estratégica do Ministério da Previdência Social. Uma única pessoa tinha vários benefícios ao mesmo tempo, recebendo como se fosse pessoas diferentes. Em outros casos, os criminosos repassavam os cartões de benefícios para amigos ou familiares. “Como esses nomes são falsos, essas pessoas que constavam nos documentos nunca iam morrer, então o benefício seria eterno para essas pessoas. Com essa operação, evitamos uma fraude de mais de R$ 9 milhões”, disse um delegada. Segundo as investigações, o grupo se mudava constantemente de lugar e também mudava a cidade onde aplicavam o golpe, para dificultar o trabalho da polícia. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a polícia encontrou papéis de carteiras de identidade em branco. Agora, a corporação vai investigar se o material é origina, como ele foi conseguido e se o grupo tem a ajuda de servidores públicos para cometer a fraude. Os suspeitos vão responder pelos crimes de estelionato, falsificação de documento público e documento particular.

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Fonte: G1

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