Suspeito de estelionato pode ter feito duas mil vítimas

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11/07/2018

Um inquérito policial foi instaurado pela Polícia Civil de Araranguá (SC), por meio da equipe da 1ª Delegacia, para investigar as denúncias contra um homem do município que teria praticado golpes de estelionato por diversos estados do Brasil. A apuração dos fatos foi iniciada nessa terça-feira (10), com o trabalho focado na tentativa de identificar o maior número possível de vítimas que teriam caído na proposta do investigado. Até o momento há informações de que o crime teria sido registrado em pelo menos seis estados do país. “Nesse quesito, ainda não sabemos ao certo quantas vítimas existem. Informalmente foi criado um grupo de pessoas que teriam sido lesadas que conta com aproximadamente 500 membros, mas fala-se em um número maior, algo em torno de duas mil vítimas”, alerta o delegado responsável. O que a Polícia Civil tem de informações até o momento, obtidas nesse início de investigação, é que o suposto golpe era praticado pela internet, no tipo pirâmide. Segundo o delegado, o indivíduo anunciava em um site uma empresa de investimentos, em que a pessoa contribuiria com valores que poderiam chegar até a R$ 8 mil. “A promessa era que, depois de repassado o recurso, 25% dos juros seriam destinados aos investidores. A pessoa fazia o cadastro em uma plataforma online e podia acompanhar a movimentação do dinheiro. No entanto, nenhum investimento era feito e, quando as vítimas percebiam que haviam depositado e ficado sem retorno, tentavam entrar em contato com o dito investidor, que sumia”, explica. O homem anunciava que os valores seriam aplicados em bitcoins ou ações na bolsa de valores, mas não há registro nenhum de alguma movimentação financeira nesse sentido. “Ao que parece era tudo fachada, um esquema até bem organizado e que fez bastante vítimas, pelo que estamos apurando”, reforça.

Próximos passos

Durante a terça-feira (10), os policiais da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Araranguá efetuaram buscas, na tentativa de encontrar o homem que está sendo apontado como autor dos crimes de estelionato. “No entanto, o advogado dele percebeu nossa movimentação e entrou em contato para negociar uma possível apresentação às autoridades. A conversa é para que ele se apresente até hoje, caso contrário, vai demonstrar que está fugindo e pediremos a prisão preventiva”, argumenta o delegado. Posteriormente, para a autoridade policial, a manutenção da liberdade do investigado vai depender do que será acertado entre a Polícia Civil e a defesa, se o indivíduo se propuser a amenizar os prejuízos causados às vítimas.

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Fonte: Forquilhinha Notícias

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