Quadrilhas movimentaram R$ 600 mil com fraudes no Detran-MT, diz polícia

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10/11/2016

Em apenas um ano, cerca de R$ 600 mil foram movimentados por duas organizações criminosas identificadas pela Polícia Civil como atuantes dentro de unidades do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT). As quadrilhas foram desmanteladas durante a operação “Hidra de Lerna”, deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Civil. As duas organizações eram lideradas por despachantes, contavam com a participação de servidores públicos e seus membros também tinham tarefas bem definidas. Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de prisão contra os suspeitos de participação nas quadrilhas. Além disso, a polícia ainda conduziu 18 pessoas suspeitas de terem se beneficiado do esquema que funcionava nas unidades do Detran em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, e em Nossa Senhora do Livramento, a 42 km da capital. Conforme o titular da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (Derrfva), as quadrilhas atuavam de forma a garantir a aprovação de veículos irregulares durante a vistoria obrigatória no Detran-MT, mediante pagamento de vantagem indevida, e também para conseguir agendamento prioritário aos clientes interessados. As quadrilhas também ofereciam o “serviço” de suspensão de multas de trânsito e pontos na carteira de habilitação. O esquema funcionava da seguinte forma: a pessoa interessada em agendar o serviço de vistoria mais rápido ou para aprovar um veículo irregular procurava o despachante que, por sua vez, já tinha um contato dentro da 5ª Circunscrição Regional de Várzea Grande (Ciretran) e em Nossa Senhora do Livramento, onde era feitos os agendamentos prioritários e as vistorias irregulares. Era o despachante que pagava o vistoriador para que os veículos fossem aprovados e cobrava, posteriormente, o cliente pelo serviço “VIP” recebido ou pela facilidade com que seu veículo era aprovado na vistoria. “Num montante geral, isso dava um valor expressivo. Às vezes, a fraude individualmente  considerada pode não parecer muito, porque se trata de R$ 50, R$ 100. Porém, em um dia, são vistoriados mais de 20 veículos. Uma equipe nossa conseguiu flagrar, em apenas um dia, mais de 12 veículos irregulares. Fizemos estimativas com base no montante diários e chegamos ao valor de cerca de R$ 600 mil, que teria sido movimentado em apenas um ano”, afirmou o delegado. Os particulares que se beneficiaram dos “serviços” prestados podem responder por corrupção ativa, segundo a polícia, caso seja comprovado que eles ofereceram vantagens para algum servidor. Agora, se eles apenas atenderam a uma solicitação feita pelo servidor, é o servidor citado quem poderá responder pelo crime de corrupção passiva.

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Fonte: G1

Saiba mais sobre os crimes de fraude no site do BrSafe.

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