Quadrilha que falsificou documentos de 5 mil pessoas é presa em SP

Sem Comentários

05/07/2013

Uma quadrilha de estelionatários foi presa em São Paulo. O bando, formado por cem integrantes, é suspeito de aplicar golpes com documentos falsificados de cinco mil pessoas. Todas as vítimas são da cidade cearense de Itapipoca. Os estelionatários conseguiam fazer CPF, cartões de banco e de lojas de departamento em nome dos moradores da cidade. O esquema foi descoberto depois da morte de uma mulher que ajudou um estelionatário a fugir. Ele tinha aplicado um golpe nos colegas da quadrilha. Itapipoca tem 116 mil habitantes. Cinco mil deles foram parar na lista dos devedores do país. Segundo a polícia, a maioria foi vítima de um bando, formado por cerca de cem estelionatários. Mais de 30 foram presos em São Paulo e no Ceará. A ação da quadrilha começava em Itapipoca. Os cartões de CPF, cartões bancários e de lojas de departamentos estão em nome de moradores da cidade. Com os documentos das vítimas, os estelionatários falsificavam cheques, abriam contas em bancos para sacar o limite do cheque especial e faziam compras no comércio. Quando cheques falsos ou sem fundos eram devolvidos pelos bancos, o comerciante que vendeu bens e produtos ficava com o prejuízo. Com o dinheiro que ganhava com os golpes, a quadrilha abria empresas e adquiria bens. Uma das presas comprou seis apartamentos, avaliados em R$ 2,5 milhões em uma rua no bairro do Cambuci, no centro da cidade. Essa investigação começou quando explodiu milhares de ações judiciais no juizado especial de Itapipoca, onde pessoas que às vezes perdiam documento, chegavam na delegacia para fazer um BO, alegando que nunca tinham comparecido à São Paulo e estavam com o nome no Serasa, SPC, estourado em São Paulo”, conta o delegado. Segundo a polícia, estelionatários que não seguiam as regras impostas pelos chefes da quadrilha no Ceará eram punidos. Em abril do ano passado, uma mulher com ligações com o bando foi encontrada morta dentro de um carro na Zona Oeste de São Paulo. O Departamento de Homicídios de São Paulo descobriu que ela foi assassinada porque ajudou um dos presos na operação a escapar de uma emboscada. Segundo as investigações, a quadrilha vinha agindo há mais de cinco anos. Tanto tempo que fica até difícil, de acordo com a polícia, calcular o prejuízo que eles causaram.

Ler a notícia na íntegra

Fonte: G1

Saiba mais sobre os crimes de fraude no site do BrSafe.

Comentários

*