Polícia procura dupla de estelionatários que aplicava golpes em idosos no Rio

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20/07/2018

Uma dupla de estelionatários que, somente este ano, já aplicou 12 golpes – a maioria contra idosos – na área da Tijuca, Zona Norte do Rio, está sendo procurada pela polícia. Um homem está tentando ajudar a mãe, de 71 anos, a superar um trauma. Ela foi vítima do golpe do bilhete premiado e perdeu R$ 90 mil depois de ser enganada por dois estelionatários na semana passada, na Tijuca, logo depois que a idosa saiu de uma clínica de fisioterapia. “Ela está muito abalada ainda. Está, realmente, muito assustada porque ela não sabe exatamente o que aconteceu”, disse o filho da vítima. Segundo ele, a idosa foi parada na rua por um homem que disse que precisava encontrar um local porque tinha ganhado um prêmio. Ela disse não saber onde era e uma outra pessoa chegou. “Essa outra pessoa disse que trabalhava onde ela tinha saído, ela estava numa fisioterapia. Disse que trabalhava lá, que era médico de lá e tal, que eles podiam ajudar aquela pessoa. A minha mãe foi induzida. Para ajudar, ela foi sacando dinheiro, sacou, ficou rodando, foi em quatro agências no carro com essas pessoas”, explicou o filho da idosa. A vítima reconheceu um dos criminosos através de fotos. Ele foi identificado e está foragido. Só neste ano, na delegacia da Tijuca, o mesmo homem já foi reconhecido em 12 casos diferentes de estelionato. A polícia expediu um novo mandado de prisão para ele.

Golpes do bilhete premiado e do cartão de crédito

O suspeito aplica, principalmente, os golpes do bilhete premiado, que foi o caso da idosa de 71 anos, e o do cartão de crédito, em que rouba a senha e troca o cartão de alguém no caixa eletrônico para sacar o dinheiro da conta. Uma delegada diz ainda que, apesar de muitos golpes serem aplicados dentro das agências bancárias, as empresas não costumam se responsabilizar e, dificilmente, ressarcem as vítimas. Os estelionatários costumam se aproveitar, principalmente de idosos. “Os bancos têm que ter muita cautela. No âmbito da responsabilidade civil, a gente não descarta que o banco tenha responsabilidade. Penalmente, não se tem como falar, mas civilmente cabe às vítimas buscar perante o poder judiciário, a responsabilidade civil, se houver”, explicou.

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Fonte: G1

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