Polícia de MT alerta para aumento de golpes por telefone no fim de ano

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13/12/2016

Conforme a Polícia Civil mato-grossense, a atenção da população deve ser redobrada para não cair em golpes aplicados por telefone, como o do falso sequestro. A maioria desses golpes parte de dentro dos presídios. Os detentos aproveitam o aumento no trânsito de visitantes para intensificar as ações. “Aplicam principalmente o telefonema dizendo que um parente próximo que está chegando quebrou o carro na estrada e o precisa de um depósito em determinada conta porque o guincho não aceita cartão nem cheque”, explica o delegado responsável. Em dezembro do ano passado, um representante comercial sofreu uma tentativa de golpe do sequestro. Ele recebeu uma ligação de bandidos que diziam ter sequestrado a filha dele. No golpe, os criminosos fingem estar com algum parente próximo da vítima, fazendo ameaças e exigindo dinheiro. “Eu estava chegando de viagem, recebi a ligação e de repente ouço minha filha chorando dizendo que tinha sido roubada. A partir do momento que falei o nome dela, ele tomou o telefone”, conta o homem, que só percebeu a armação quando o irmão verificou que a menina estava na escola. O delegado ainda alerta para outro golpe aplicado por telefone, conhecido como “bença tia”, que exige dinheiro de parentes de pacientes em hospitais. Com o pai internado na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital particular da capital, uma advogada foi uma das vítimas dessa modalidade. Ela conta que, durante um feriado, recebeu uma suposta ligação do hospital exigindo um depósito de R$ 2,9 mil para um procedimento. “Eles sabiam dados pessoais e dados clínicos e acho que essas informações são bem sigilosas”, diz. Tanto no golpe do falso sequestro quanto no “bença tia” as vítimas são aleatórias. Os golpistas ligam para várias pessoas até alguma delas acreditar. Conforme a polícia, está sendo investigado como os criminosos têm acesso a dados sigilosos dos hospitais. “Os bandidos têm informações privilegiadas, eles conseguem dados muito atualizados dos pacientes”, explica o delegado. “O dinheiro arrecadado com os golpes é utilizado para fomentar o crime fora da cadeia, comprar drogas e armas”, completa.

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Fonte: G1

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