Polícia Civil atua em 4 estados contra grupo suspeito de estelionato e lavagem de dinheiro em empreendimentos imobiliários

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23/04/2018

Na manhã desta quarta-feira (23), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul realizou uma operação contra crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa, supostamente praticados por um grupo econômico responsável por empreendimentos imobiliários que não eram concluídos, ou sequer saíam do papel. A ação conta ainda com o apoio das polícias de Santa Catarina, São Paulo e Goiás, e é coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária, que cumpre as ordens judiciais em endereços de empresas que fazem parte do M.Grupo, na casa dos investigados, de uma advogada e de funcionários. São cumpridas 15 ordens judiciais de busca e apreensão nas cidades gaúchas de Porto Alegre, Canoas, Gramado e Nova Santa Rita. Em São Paulo, a ação acontece na capital paulistana e em São Carlos. Em Santa Catarina, a polícia cumpre os mandados em Florianópolis, e em Goiás, na capital, Goiânia. A investigação foi iniciada no primeiro semestre de 2016. Diretores, sócios e avalistas da empresa responsável pelos empreendimentos são apontados pela polícia como responsáveis pelas operações conduzidas pelo grupo econômico. A polícia apura sucessivos negócios de venda de imóveis ainda na planta que tiveram as obras abandonadas, ou sequer haviam saído do papel. É citado o caso de um edifício que não teve autorização para incorporação.

Centenas de pessoas afetadas

De acordo com o advogado coordenador da massa falida do M.Grupo, que representa os afetados pelos empreendimentos não concluídos, o número de pessoas afetadas ainda é apurado, mas a estimativa é de que centenas de pessoas podem ter sido atingidas. “Ainda estamos na fase de avaliação [...] mas estima-se que, no mínimo, entre 500 e 600 pessoas tenham sido diretamente lesadas”, afirma, citando um empreendimento do programa Minha Casa, Minha Vida não concluído na Região Metropolitana de Porto Alegre, que deixou de entregar 400 unidades habitacionais. Segundo ele, a Justiça determinou o bloqueio de 104 empresas ligadas ao grupo com o objetivo de garantir o ressarcimento dos prejudicados pela falência do grupo. Os valores, em capital social, apesar de ainda não determinados, chegam aos bilhões de reais.

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