Polícia Civil alerta para golpes de estelionato em Divinópolis

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17/04/2019

A Polícia Civil tem recebido um alto número de denúncias envolvendo estelionatários em Divinópolis. Após a prisão de um jovem de 25 anos, no dia 05 de abril, que vendia pacotes de viagens que não existiam, 15 vítimas compareceram à Delegacia para prestar queixa contra o suspeito. No entanto, segundo uma delegada, golpes envolvendo a venda de veículos e de imóveis também são comuns na cidade. Em 2019, até o momento, 40 pessoas denunciaram golpes envolvendo a compra e venda de veículos na internet. Os golpistas se passam pelos donos do veículo e o ofertam a um valor mais baixo do que o da tabela. Após fechar o negócio, os suspeitos pedem que o dinheiro seja depositado em uma conta bancária e a pessoa só percebe que foi vítima de um golpe ao tentar realizar a transferência do veículo. De acordo com a delegada, os golpistas sacam o dinheiro rapidamente, dentro de até 20 minutos – o que dificulta a ação da polícia. “É possível rastrear [o dinheiro], só que é um procedimento demorado que depende de quebra de sigilo bancário”, revelou.

Falso corretor

Ela revelou que outro golpe que vem sendo aplicado na cidade é o do falso corretor de imóveis. Um suspeito, que não teve a idade revelada, mas que já foi condenado por estelionato, está preso desde a semana passada. Ele é investigado há seis anos por golpes de estelionato em Divinópolis e dez vítimas procuraram a Delegacia para denunciar o suspeito. “Desde 2013 até atualmente ele continua aplicando o mesmo golpe. Ele se faz passar por corretor de imóveis, quando na verdade, nem registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais [Creci] ele tem”, afirmou a delegada. Uma das vítimas do homem afirmou à equipe do MG1 ter encontrado a oferta de financiamento de um lote, com prestações que caberiam no orçamento da família, feita pelo suspeito. “Ele falou que ia fazer uma construção para a gente, mandou foto de planta, mostrou alguns lotes. A gente escolheu um lote, deu um valor de R$ 1,4 mil, ele levou a gente em uma empresa de engenharia que ele conhecia e essa pessoa da empresa, o próprio engenheiro, pediu para eu dar mais uma averiguada”, revelou.

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