PF cumpre mandados em Campinas para combater esquema de fraudes na Previdência

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29/08/2017

A Polícia Federal cumpre, na manhã desta terça-feira (29) em Campinas (SP), mandados de busca, apreensão e condução coercitiva, para combater um esquema de fraudes na Previdência. A operação, em conjunto com o Ministério Público Federal e a Secretaria da Previdência, teve dois anos de investigação e tem o objetivo de desarticular um grupo que falsificava documentos sobre vínculos de trabalho para aplicar golpes. O objetivo do esquema era, através dessas informações e documentos falsos, conseguir fraudar a Previdência Social. Durante a apuração, a Polícia Federal verificou que o grupo obteve, desde 2012, benefícios de prestação continuada e também de seguro desemprego. A operação foi batizada de “Emprego Inseguro”, em referência ao vínculo falso de trabalho. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de condução coercitiva e três de busca e apreensão, todos em Campinas. Até a publicação, não há informação de presos e nem do material que foi recolhido. Os investigados vão responder pelos crimes de estelionato, associação criminosa, falsificação de documento e uso de documento falso. Segundo a Polícia Federal, o esquema transmitia informações falsas de vínculos de empregos feitas por meio do Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência (GFIP). Os mandados foram cumpridos em dois escritórios de advocacia de Campinas. A suspeita é de que eles estejam envolvidos nas fraudes de documentos. Foram apreendidos documentos e computadores nesta terça-feira. Ainda de acordo com a investigação, existe ainda a suspeita de envolvimento de outras pessoas, entre eles peritos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

A origem

Segundo a Polícia Federal, a investigação começou em 2015, quando um empresário recebeu um aviso de que uma funcionária havia entrado com um pedido de aposentadoria por invalidez. No entanto, a mulher nunca havia trabalhado no estabelecimento. O homem então acionou a polícia, que começou a investigar. Depois disso, foi constatado que a quadrilha usava informações de laranjas para entrar com pedidos de aposentadoria, seguro saúde, seguro desemprego, entre outros, para conseguir o dinheiro da Previdência.

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Fonte: G1

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