Perdas com golpes em e-mails empresariais devem passar de US$ 9 bilhões em 2018

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15/12/2017

A fraude, que consiste em invadir computadores de empresas e enganar os funcionários, já foi reportada em mais de 100 países (Foto: Getty Images)

Os golpes em e-mails empresariais podem gerar perdas de cerca de US$ 9 bilhões no próximo ano, aponta relatório da Trend Micro, uma das líderes em cibersegurança mundial. A fraude, que consiste na invasão de computadores e no uso de informações sensíveis das companhias (como para transferência de dinheiro a outras contas bancárias), já foi reportada em mais de 100 países. De acordo com o documento, a extorsão digital será a tendência global do cibercrime em 2018. A Trend Micro já havia previsto em 2016 a diversificação de cibercrimes como ransomware, um tipo de programa malicioso que sequestra o computador da vítima e solicita o pagamento em dinheiro pelo resgate para não vazar informações. O perigo pode residir nas mais cotidianas – e inesperadas – tecnologias. No fim de agosto, por exemplo, quase meio milhão de americanos foram notificados sobre a necessidade de atualizar seus marca-passos, que se conectavam à internet, sob o risco de ter o coração invadido por estranhos. Os sistemas desses aparelhos tinham brechas e precisavam ser atualizados. A disseminação de notícias falsas e a ciberpropaganda são outros ingredientes dessa receita de insegurança. Informação fabricada e conteúdo duvidoso têm poder suficiente para radicalizar opiniões, levantar protestos e até prejudicar o desempenho e a reputação de empresas. Da mesma forma, as eleições que ocorrerão em muitos países em 2018 enfrentarão desafios ainda maiores com a multiplicação de notícias e contas forjadas para interferir nas votações. Novas extorsões digitais deverão surgir com a aplicação da nova lei de proteção de dados europeia (GDPR, na sigla em inglês), a ser atualizada em maio. Cibercriminosos podem visar os dados pessoais resguardados pela regulação e chantagear empresas a pagar uma taxa em vez de se arriscarem com a punição legal, de 4% do faturamento. “Companhias vão encarar o desafio de acompanhar as diretrizes do GDPR a tempo de sua aplicação. Não apenas empresas serão criadas com vulnerabilidades, mas lacunas em seus processos internos serão aproveitadas para sabotagem de produção.” Mesmo com a atualização da lei de proteção de dados, muitas companhias não estão preparadas. Segundo o relatório, 66% dos negócios parecem ignorar a extensão das multas da nova legislação e só 34% investiram em tecnologias para identificar intrusos. As novas ameaças já deixaram as soluções tradicionais obsoletas e estão redefinindo o modo com que a sociedade enxerga a segurança digital. Mesmo assim, há o risco de muitas companhias só tomarem decisões efetivas contra esses ataques quando já for tarde.

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Fonte: Época

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