Nova fraude contra caixas eletrônicos facilita roubo de bancos

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28/03/2017

Estão se tornando cada vez mais comuns as tentativas de fraude a bancos e os cibercriminosos usam métodos sofisticados para roubar grandes quantidades de dinheiro. Os ataques, segundo o diretor de uma empresa antifraude, são divididos em duas categorias principais — os que visam o consumidor e os que visam as instituições financeiras. “A primeira e mais antiga categoria é a dos ataques que visam principalmente clientes bancários e softwares financeiros online”, detalha. Algumas técnicas que os cibercriminosos usam incluem sequestrar a tela de login do aplicativo online; evitar ou ignorar recursos de segurança, como os teclados virtuais ou autenticação de dois fatores; instalar um spyware personalizado de ferramenta de acesso remoto (RAT) no computador infectado. Mas a segunda categoria de ataques — aqueles direcionados às instituições bancárias e a seus sistemas internos — está crescendo. Os cibercriminosos costumam usar ameaças persistentes avançadas (APTs), engenharia social ou ataques de phishing sobre funcionários internos e externos dos bancos a fim de obter acesso a sistemas internos. Em alguns casos, conseguem atacar isoladamente a rede interna do caixa eletrônico e, eventualmente, atacam fisicamente o mesmo, propagando a infecção para todas as outras máquinas na mesma rede. “Um dos ataques mais recentes desse tipo foi uma infecção maciça de caixas eletrônicos russos através da rede interna de uma instituição bancária. Segundo informações da mídia russa, o ataque foi especialmente interessante pois usava malwares sem arquivos gravados, executados na memória da máquina e resistente ao reinício do sistema operacional dos caixas eletrônicos infectados, geralmente baseados em Windows. Depois disso, ao receber um código especial, o caixa eletrônico infectado entregará todo o dinheiro do primeiro dispensador, onde ficam normalmente armazenadas as notas de maior valor nominal. Este método também é chamado de “Ataque Jackpotting”, e já foi usado várias vezes no passado. “As infecções de caixas eletrônicos ocorrem com frequência cada vez maior, e estão gradualmente substituindo os métodos de skimming (‘chupa-cabra’), onde os criminosos tinham de colocar seu equipamento em um caixa eletrônico específico, tornando alto o risco de serem descobertos”, diz o diretor.

Sistemas bancários fortalecidos

O executivo lembra que, embora caixas eletrônicos geralmente sejam bem protegidos contra ataques físicos, quase todos usam o sistema operacional Windows — CE, 2000, XP e 7. “Não sabemos se os sistemas operacionais dos caixas eletrônicos são regularmente atualizados e corrigidos, e os caixas eletrônicos provavelmente dependem do software de segurança instalado na rede interna. Mas uma rede é tão segura quanto o seu nó mais fraco — ou seja, uma vez que a rede interna seja violada, os caixas eletrônicos na rede são um alvo fácil. Portanto, para proteger seus caixas eletrônicos e sistemas de tais ataques, os bancos devem se concentrar mais em suas políticas de segurança interna e tecnologia, bem como na segurança dos caixas eletrônicos. Os tempos estão mudando, e parece que ficou mais fácil roubar um caixa eletrônico online do que usando a velha força bruta. Isso pode nos trazer mais segurança física, mas expõe novas questões e desafios que os bancos devem abordar”, finaliza.

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Fonte: IDGNOW!

Saiba mais sobre os crimes de fraude no site do BrSafe.

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