Homem é preso com R$ 83 mil em cheques fraudados

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19/06/2018

No final da tarde desta segunda-feira (18), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu um homem de 22 anos, dirigindo um Siena na BR 304 em Mossoró (RN). Aparentando nervosismo, o motorista informou que estava vindo da capital cearense para a cidade de Angicos (RN). O estado emocional do suspeito chamou a atenção da equipe, que procedeu a uma busca mais detalhada no veículo. No decorrer da fiscalização, os policiais encontraram um total de 25 cheques devidamente preenchidos, cujos valores resultaram em um montante de R$ 83.820,15. Indagado sobre a procedência dos cheques, o jovem a princípio alegou que pertenciam ao seu pai e este teria solicitado que ele realizasse o depósito. Porém, após diligências e informações encontrados no aparelho celular do suspeito, onde foram encontradas mensagens de texto sobre a prática de crime de estelionato, este confessou que realizava os depósitos para uma quadrilha de Fortaleza (CE) e que receberia uma quantia pelo serviço.

De posse dos cheques, os policiais fizeram contato telefônico com alguns emitentes, que afirmaram terem emitido cheques em valores muito abaixo dos informados. Diante dos fortes indícios de cometimento dos crimes de estelionato e adulteração, o homem foi detido e conduzido à Delegacia de Plantão de Mossoró, onde também compareceram duas vítimas localizadas pela PRF, que inclusive apresentaram os cheques originais que haviam sido clonados pela quadrilha.

Golpe

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o golpe funcionava da seguinte forma: o titular do cheque (geralmente um comerciante ou empresário) emitia um cheque pré-datado em favor de algum fornecedor da cidade de Fortaleza (CE), em pagamento por algum produto ou serviço; o fornecedor utilizava o cheque como pagamento a terceiros ou garantia de empréstimo com agiotas, gerando uma circulação do cheque como moeda.

Em algum momento dessa circulação, a quadrilha tomava posse do cheque e copiava os dados nele contidos. A partir daí, de posse desses dados, a quadrilha adulterava cheques com os mesmos dados, mudando apenas o valor e a data de pagamento. Então, os criminosos depositavam os cheques em contas laranjas, antes que os cheques originais fossem descontados. Para não despertar suspeitas, membros da quadrilha viajavam para realizar os depósitos diretamente nas agências dos titulares.

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Fonte: Tribuna do Norte

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