Grupo é preso suspeito de desviar R$ 100 milhões em fraudes bancárias

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02/02/2017

Em Goiânia, nesta quinta-feira (02), cinco pessoas foram presas suspeitas de integrar um esquema que realizava fraudes bancárias. O Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), responsável pelas prisões, estima que o grupo desviou cerca de R$ 100 milhões, ao longo do ano passado, usando vários tipos de falsificação, entre eles, boletos bancários e cartões de crédito. Entre os detidos, está o gerente de um banco. A assessoria de imprensa da instituição financeira informou que o gerente já estava afastado de suas funções desde o último dia 30 de dezembro. O comunicado destacou ainda que o banco “colabora com as investigações da polícia e está adotando todos os procedimentos cabíveis em relação ao caso”. Segundo o Bope, os crimes eram realizados usando cartões clonados, boletos bancários e falsificando precatórias da união, que são documentos que comprovam que o governo federal deve pagar dívida com pessoa física ou jurídica. O tenente da corporação explica que o grupo também falsifica autorizações da Justiça Federal para que fossem liberados os valores das precatórias. “Eles falsificavam precatórios e despachos de juízes federais. Com esses documentos em mãos, o gerente fazia as transferências para a conta de um laranja, que era o mesmo nome usado na precatória, e depois pulverizava o dinheiro para contas de vários outros laranjas em todo o país. Temos indícios de que eles podem ter desviado cerca de R$ 100 milhões”, disse o tenente. O Bope informou que o grupo era monitorado há cerca de seis meses e fazia transações de valores altos. Eles se preparavam para fazer uma transferência de R$ 6 milhões quando foram detidos. “Eles clonam cartões, geram boleto na conta de um laranja, usam os cartões clonados para pagar esses boletos e, depois, pulverizam os valores transferido por outras contas de laranjas. Encontramos ao menos 100 cartões clonados, que foram apreendidos.” disse o tenente do Bope.

 Tarefas

Segundo a investigação, eles mantinham anotações de quanto cada um levaria das transações. O tenente explica que três dos suspeitos eram responsáveis por conseguir os dados dos laranjas, que eram pessoas que já morreram, presas ou muito humildes. Outro ficava responsável por emitir os boletos, precatórias e autorizações falsas. O gerente seria responsável por facilitar a abertura de contas com documentos falsificados de laranjas e executar as precatórias falsas. A polícia disse que ele admitiu ter recebido entre 20% e 30% dos valores desviados. Ainda conforme o tenente, os presos levavam vidas confortáveis, mas não ostentavam. “Eles tinham casas em condomínios fechados, por exemplo, mas não esbanjavam. Acreditamos que há muito dinheiro escondido”, relatou. Os detidos foram levados para a sede da Polícia Federal em Goiânia.

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Fonte: G1

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