Grupo é preso suspeito de aplicar o golpe ‘bença, tia’ em GO e 5 estados

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08/03/2017

Doze mandados de prisão contra um grupo suspeito de aplicar o golpe conhecido popularmente como “Bença, tia”, foram cumpridos pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (08). A investigação identificou quatro detentos que faziam ligações telefônicas aleatórias de dentro do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Eles se passavam por sobrinhos das vítimas de Goiás, Pernambuco, Paraíba, Pará, Ceará e São Paulo. Segundo uma delegada da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), na maioria dos casos, os detentos pediam dinheiro para consertar um suposto carro com defeito. A quadrilha pode ter faturado mais de R$ 50 mil com o golpe. “Ele liga pra pessoa e fala ‘Bença, tia’, neste momento a vítima já entrega e diz ‘É o fulano?’. A partir do nome revelado o preso já começa a história, falando que está com um determinado problema e precisa urgentemente que ela deposite um dinheiro pra ele. A partir daí a pessoa cai no golpe, e faz o depósito”, explicou. Conforme a polícia, as prisões aconteceram em várias cidades da Grande Goiânia. Além da capital, em Aparecida de Goiânia, Inhumas e Trindade. A delegada afirma que a maioria das pessoas presas nesta operação estavam envolvidas com a compra e venda de contas bancárias para aplicação do golpe. “Os criminosos ligavam de dentro da cadeia. Aqui de fora, um agenciador, irmão de um dos detentos, procurava contas bancárias para comprar. Estas pessoas vendiam suas contas para que as vítimas depositassem o dinheiro do golpe. Todos foram identificados e presos nesta operação”, contou. Segundo a delegada, a maior dificuldade em crimes como este é a falta de registros de ocorrência. Pelo dinamismo do crime, a polícia tem dificuldades de identificar todos os envolvidos. Segundo ela, os presos nesta operação vão responder por estelionato e associação criminosa. “As vítimas geralmente tem vergonha de dizerem que caíram no golpe. Mas nós precisamos que todos registrem, para que a gente identifique mais criminosos. Porque sabemos que está é apenas uma ponta de um esquema muito grande. Outra questão é que na maioria das vezes as vítimas são pessoas de outro estado, até a polícia goiana tomar conhecimento, os presos já mudaram de número”, contou.

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Fonte: G1

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