Falso sequestro, estelionato, falsa promoção e e-mails falsos: confira as dicas para não cair nestes golpes

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21/07/2017

Em Vilhena (RO), segundo a polícia, nos primeiros 15 dias de julho, foram registrados dez golpes de estelionato e fraude, a cerca de 700 quilômetros de Porto Velho. Um delegado da Polícia Civil conversou com a reportagem e fez recomendações para que a população evite cair em golpes. Os principais golpes aplicados são o do falso sequestro; parente em viagem que quebrou o carro e liga pedindo dinheiro; promoções que dão prêmios, se fizer um depósito antes; e-mails de bancos com ameaçadas de colocar o nome em protesto; e-mails de órgãos como a receita federal fazendo ameaças; e-mails dizendo que têm mensagens de mídias sociais arquivadas. Um dos casos registrados no município é o de uma mulher de 53 anos que perdeu cerca de R$ 22 mil após conhecer um casal, durante uma troca de um veículo. A vítima alega que fez transferência para a conta do casal, mas não recebeu o veículo. Além disso, no boletim, afirma ainda que furtaram um celular dela. Segundo o delegado, a questão financeira influencia muito na decisão. “Quando se trata de dinheiro, quase todo mundo acaba caindo nesses golpes. É uma questão cultural e a atual situação de crise que o país vive colabora para isso”, declara. É importante que, nos casos em que as pessoas recebem as ligações, evitem citar nomes e dar mais informações pessoais e familiares. “Mantenha a calma, respire e raciocine antes de repassar ou acatar qualquer orientação”, diz o delegado. Confira abaixo como acontece alguns dos casos mais comuns:

Falso Sequestro

Como funciona: O telefone toca e uma voz, que pode ser de homem ou de mulher, fingindo choro, que diz que foi sequestrado. O suposto sequestrador sempre pede uma quantia em dinheiro ou recargas para telefone celular.

“Nestes casos a melhor opção, em primeiro lugar é se acalmar, analisar a situação. Depois desligar o telefone, entrar em contato com a pessoa que supostamente está refém. Sequestradores não pedem pouco dinheiro ou recarga de celulares”, conta o delegado.

Parente em viagem que quebrou o carro e liga pedindo dinheiro

Como funciona: O telefone toca e uma voz, que pode ser de homem ou de mulher, alega ser um parente, que está em viagem e o veículo quebrou, pedindo dinheiro.

“Nessa situação faça o máximo perguntas e o mais importante, não saia dizendo os nomes de parentes, desligue o telefone e tente conversar com outros parentes para saber mais detalhes”, explica.

Promoções que dão prêmios, se fizer um depósito antes

Como funciona: Através de chamadas telefônicas, mensagens em aplicativos de celular e SMS. O golpe consiste em afirmar que a vítima ganhou uma quantia em dinheiro, mas que para receber, deve depositar outra quantia em alguma conta.

“Pense que nenhum dinheiro vem fácil. No caso, se ganhou determinada quantia, por quê tem que depositar outra para receber? Isso já mostra que é golpe”, conta o delegado.

E-mails de bancos e órgãos federais

Como funciona: A mensagem vem na caixa de entrada, geralmente como o Título: ‘Intimação Para Comparecimento Em Audiência (19289)’ ou ‘Sua conta do banco será bloqueada’.

Pode-se observar que o e-mail é bem convincente e aparenta ser real. O que entrega o golpe é que quase todos órgãos federais possuem e-mails corporativos com o final @gov., diferente do mostrado no campo destacado em vermelho. Caso a pessoa tiver alguma pendência com tais órgãos, as intimações não serão entregues desta maneira. No site do MPF, por exemplo, no rodapé da página há a mensagem abaixo:

A lei citada no e-mail, Art. 6◦, da Lei 8.078/90, é sobre o código de defesa do consumidor, que no inciso IV diz que “a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços” são direitos básicos do consumidor.

Em tempos que a tecnologia se torna cada vez mais presente no cotidiano, é bom recordar que há inúmeros tipos de golpe e a cada dia, novos golpes aparecem. “Caso ocorra essas atividades, o cidadão pode recorrer a Polícia Civil”, finaliza o delegado.

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Fonte: G1

Saiba mais sobre os crimes de fraude no site do BrSafe.

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