Empresários acusados de golpe de R$ 3,3 milhões são alvos de operação

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18/01/2018

A Polícia Civil cumpriu, três mandados de busca e apreensão contra os empresários suspeitos de aplicar golpes em noruegueses,  firmando uma sociedade para construção de empreendimentos comerciais desde o ano de 2011.  Ao todo, foram cinco procurações públicas adulteradas e um desvio de valores de, pelo menos, R$ 3.394.000, além de outras fraudes. A“Operação Societas” foi deflagrada pela Delegacia de Defraudações e Falsificações de João Pessoa (DDF) nos bairros da Torre, na Capital. As investigações apontaram que as vítimas assinaram procurações públicas, para que o empreendimento fosse administrado pelos investigados, passando a acompanhar a sociedade à distância, através de mensagens de e-mail, whatsapp e ligações telefônicas. Eles convenciam as vítimas a assinarem diversos documentos, autorizando depósitos nas contas pessoais dos suspeitos, justificando despesas inexistentes afirmando que isto seria necessário, para que os noruegueses não sofressem punições internacionais. A DDF começou a investigar o caso em outubro de 2017, após denúncia das vítimas. A sociedade construiu empreendimentos nos bairros de Intermares e Altiplano, entre os anos de 2011 e 2015. Os noruegueses vieram passar férias no Brasil, em 2016, quando tiveram contato mais próximo com a dupla. As vítimas passaram a suspeitar da prestação de contas e receberam documentos falsos e planilhas adulteradas. Além disso, desconfiaram quando suspeitos apresentaram justificativas infundadas para que o encontro entre eles não acontecesse. A esposa de uma das vítimas, brasileira e doutoranda na UFPB chegou a pedir que um dos suspeitos protocolasse sua tese de defesa na faculdade, enviando uma procuração pública para esta finalidade. Nesta ocasião, ele adulterou e utilizou a documentação para desviar o restante dos valores relacionados aos empreendimentos, por temer a descoberta das fraudes. Os noruegueses procuraram um advogado no Brasil, no início de 2017, para coletar documentos e apresentar à Polícia. Foi contratada uma auditoria fiscal e contábil, que confirmou a prestação de contas irregular. Todos os bens dos investigados foram bloqueados, para que o prejuízo seja ressarcido. O delegado responsável pelo caso informou que será expedido um mandado de prisão, já que os suspeitos ainda não foram localizados.

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Fonte: Mais PB

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