Conheça as ferramentas de fraude mais utilizadas pelos criminosos

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11/10/2017

Conforme um estudo realizado por uma empresa especializada em soluções antifraude para lojas virtuais, a cada 28 pedidos que chegam ao e-commerce, ao menos um é feito por criminosos utilizando cartões de crédito clonados. O levantamento também mostra quais são as principais ferramentas de fraude aplicadas por estelionatários no e-commerce. Confira alguns deles:

Tor Browser: essa ferramenta se refere a um navegador de internet que proporciona o anonimato ao usuário, ocultando o IP original de quem está navegando. O browser adiciona diversas camadas de dados codificados à navegação, dificultando a interceptação do conteúdo de uma troca de mensagens entre computadores. Mesmo sendo uma ferramenta muito comum entre os hackers, ela não está diretamente relacionada à realização de compras fraudulentas. Em 2016, menos de 0,1% das tentativas de fraude no e-commerce brasileiro partiu desse tipo de navegador – contra quase 80% transações ilegais oriundas do Google Chrome. O Tor, porém, é bastante utilizado para o acesso à deep web, uma zona da internet que não é indexada pelos sites de busca. Por lá, indivíduos mal intencionados conseguem compartilhar conteúdos sem censura e têm a chance de comprar e vender itens como armas, drogas, dinheiro falso, softwares maliciosos, bases de dados cadastrais e números de cartões de crédito para a utilização de compras fraudulentas.

Geradores de CPF: é um sistema que gera combinações aleatórias de CPF de acordo com a verificação do algoritmo da Receita Federal. Os geradores criam sequências de onze algarismos, sendo os oito primeiros aleatórios. De acordo com a lógica por trás do Cadastro de Pessoas Físicas, o nono dígito está relacionado a uma das dez regiões fiscais do Brasil. Já o décimo e o 11º são verificadores e dependem dos nove iniciais. Criminosos se utilizam desta ferramenta porque muitos lojistas online acreditam que a validação de dados cadastrais é uma ferramenta eficiente para evitar transações fraudulentas: se nome completo e CPF do cliente batem junto à Receita Federal, a transação é legítima. Com os geradores de CPF, os inúmeros vazamentos de dados e a “banalização” das informações cadastrais, porém, este método há tempos já não é suficiente para garantir a segurança em uma transação pela internet. Além da validação dos dados cadastrais, é importante combinar esta técnica a outros métodos de detecção de fraudes.

Gerador de cartão de crédito: da mesma forma que o item acima, os geradores de cartão de crédito são sistemas computacionais relativamente simples que criam números aleatoriamente, em frações de segundos, uma sequência numérica que poderia perfeitamente estar vinculada a um portador. Desta forma, criminosos conseguem obter informações válidas sem depender do vazamento de dados. A maioria dos cartões de crédito brasileiros possui 16 dígitos, divididos em três blocos: BIN (Bank Indentification Number, que significa “Número de Identificação Bancária), número do cliente e dígito verificador. Além disso, é necessário “acertar” o código verificador de três algarismos (CVV) e a data de validade. No entanto, criminosos podem se utilizar de ataques de força bruta contra um e-commerce vulnerável e, a partir de um extenso processo de tentativa e erro, descobrir quais combinações geradas aleatórias podem pertencer a um cartão de crédito válido.

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Fonte: E-commerce Brasil

Fique ligado. Dicas do BrSafe para evitar essa modalidade de fraude.

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