Casos de estelionato a idosos cresce 23,3% no Amazonas, diz SSP

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24/01/2016

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), o número de casos de estelionato praticados contra idosos cresceu 23,3%, em 2015, em relação ao ano anterior. A delegada da Delegacia Especializada em Crimes Contra Idosos (Decci), atribui a preferência dos estelionatários pela terceira idade  à ingenuidade das vítimas e apoia o aumento da pena para essa prática, em vigor desde o fim do ano passado. Conforme a SSP, em 2014, foram registrados 180 casos de estelionato contra idosos e, no ano passado, esse número subiu para 222. “Criminosos se valem da boa-fé que os mais velhos têm para aplicarem os golpes que podem ter caráter fraudulento, indução ao erro e disposição patrimonial, dentre muitos outros. Por isso, o chamado ato-falho os torna vítimas”, alerta o advogado da Associação Nacional da Seguridade e Previdência  (ANSP). A delegada reforça que os estelionatários se aproveitam da idade dessas pessoas e, muitas vezes, da ingenuidade delas para praticar os crimes. No entanto, ela ressaltou que, desde o dia 29 de dezembro do ano passado,  quem for flagrado e denunciado praticando crimes de estelionato contra o idoso, se condenado, terá a pena dobrada. “Isso serve para mostrar a preocupação da Justiça com esse tipo de crime, ainda mais quando se trata de um idoso”, frisou a delegada. Segundo a Lei 13.228/2015, que altera o Artigo 171 do Decreto-Lei 2.848/1940 do Código Penal Brasileiro (CPB), a condenação de um estelionatário contra a pessoa idosa, que antes era de um ano a cinco anos, passa a ter sentença de dois a dez anos de prisão. Um advogado explica que o crime de estelionato é o ato de obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento. A delegada lembrou que o idoso que for vítima de qualquer crime não deve, necessariamente, procurar da Delegacia do Idoso, no Parque 10, zona centro-sul de Manaus . De acordo com ela, qualquer Distrito Integrado de Polícia (DIP) da cidade  está capacitado não só para atender, mas também para investigar os casos de roubos, furtos, estelionatos e homicídios, entre outros.

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Fonte: D24AM

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