Adolescente é detido por falsificar documentos para abrir contas e fazer empréstimos

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Rapaz falsificava documentos de identidade em Goiana, no Grande Recife

29/10/2018

A Polícia Civil apreendeu em flagrante um adolescente de 17 anos especializado em falsificação de documentos e estelionato no município de Goiana, no Grande Recife. Segundo a Polícia Federal, além de vender os documentos falsos, o rapaz os utilizava para abrir contas bancárias e pegar empréstimos. A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Goiana, com apoio da polícia Federal e da Receita Federal, na sexta-feira (26), mas o caso só foi divulgado nesta segunda-feira (29). Depois da audiência na Promotoria da Criança de Nazaré da Mata, que fica mais próxima de Goiana, ele foi entregue aos parentes após dos procedimentos legais. Inicialmente, os policiais acreditavam que ele era maior de idade, mas depois descobriu-se que ele era menor. A Polícia Federal apontou que o adolescente mora no município de João Pessoa, na Paraíba, e já havia sido detido em 2017 por receptação de uma moto roubada no município de Sousa, na Paraíba.

A prisão do rapaz aconteceu após a Polícia Civil de Goiana receber a informação de que um homem estaria na agência da Receita Federal tentando inscrever três CPFs. Quando os policiais o abordaram, encontraram diversos documentos falsificados em seu bolso, como certidões de nascimento, procurações públicas, células de identidades e cartões de créditos. Segundo a Polícia Federal, durante o interrogatório, o rapaz informou que falsificou sozinho os documentos de identidade e certidão de nascimento, usando um programa de computador em sua própria casa. Ele conseguia as fotos das pessoas em lojas de fotografia, pagando um pequeno valor por elas, e então as utilizava na confecção de identidades falsas. Após falsificar os dois documentos, ele se dirigia a uma agência dos Correios e dava entrada na inscrição do CPF, para depois finalizar o procedimento junto à Receita Federal. Com esses documentos, o adolescente afirmou aos investigadores que abria contas bancárias e conseguia empréstimos. Ele também cobrava R$ 800 para confeccionar documentos falsos para integrantes de outras quadrilhas. Ele foi detido e autuado pelos crimes de uso de documento falso, falsificação de documentos público e particular. Somadas, as penas para esses crimes variam de um a 16 anos de prisão.

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